A MORTE DO VELHO CORPO

O CÃO TINHOSO E A MOÇAMBIQUE DECOLONIAL

Autores

DOI:

https://doi.org/10.70860/ufnt.entreletras.e19947

Palavras-chave:

Decolonialidade, Moçambique, Nós Matamos o Cão Tinhoso

Resumo

Este artigo propõe uma análise do conto Nós Matamos o Cão Tinhoso (Honwana, 1964) como alegoria de Moçambique em agonia – o Cão personifica a nação colonizada – e de sua ressureição simbólica. Adotamos perspectiva decolonial (Fanon, Quijano, Bhaba), combinando os estudos das metáforas a teoria pós-colonial. Nossa metodologia envolveu análise da narrativa por uma perspectiva bibliográfica qualitativa, identificando as construções metafóricas, ritos catárticos e anúncio da ressurreição. Os resultados mostram o cão como Moçambique em declínio, a marcha dos meninos como rito de passagem político e o retorno ao cotidiano como reflexo da naturalização da violência em regime colonial.

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Biografia do Autor

Pedro Wildemberg Ribeiro Pereira, Universidade Federal do Norte do Tocantins

Graduado em Letras Licenciatura em língua portuguesa e Literaturas de Língua Portuguesa pela Universidade da Região Tocantina do Maranhão (UEMASUL), especialista em Literatura brasileira pela Faculdade Focus, Mestrando em Linguística e Literatura pela Universidade Federal do Norte do Tocantins (UFNT), professor da educação básica vinculado à Secretário de Educação do Tocantins.

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Publicado

2025-12-30

Como Citar

Pereira, P. W. R. (2025). A MORTE DO VELHO CORPO: O CÃO TINHOSO E A MOÇAMBIQUE DECOLONIAL. EntreLetras, 16(3), 78–88. https://doi.org/10.70860/ufnt.entreletras.e19947

Edição

Seção

DOSSIÊ: O ENSINO DE LITERATURAS COMO ESPAÇO DE RESISTÊNCIA: DIÁLOGOS INSURGENTES E DECOLONIAIS - v. 16, n. 3, 2025