LABIRINTOS DO EU E DO OUTRO: ENTRE BORGES, PRÉ-SOCRÁTICOS E REDES DIGITAIS

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Resumo

Analisamos as redes sociais online como labirintos digitais, situando o sujeito numa relação entre história, discurso e experiência. A navegação em ambientes digitais é vista como processo histórico-discursivo, em que posições de sujeito se materializam pela historicidade, configurando trajetórias não lineares mediadas tecnologicamente. A análise usa a metáfora do labirinto em Borges (2007), articulando-a com conceitos pré-socráticos, e instrumentos teóricos de Husserl (2006), Merleau-Ponty (2003), Heidegger (2012), Zahavi (2014), Levinas (1998), Arendt (2005), Derrida (1997), Bauman (2000), Han (2012, 2014, 2018) e Foucault (2007) para examinar dimensões de poder, liberdade, visibilidade e mediação algorítmica. Conclui-se que as redes sociais online são arenas de tensão entre dispersão e unidade de sentido, entre autonomia e controlo, propondo caminhos sobre ética e construção de subjetividades híbridas, evidenciando a necessidade de uma consciência crítica histórica e discursiva.

 

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Publicado

2026-09-17

Como Citar

Sousa, V. M. (2026). LABIRINTOS DO EU E DO OUTRO: ENTRE BORGES, PRÉ-SOCRÁTICOS E REDES DIGITAIS. Revista Escritas, 17(1), 130–157. Recuperado de https://periodicos.ufnt.edu.br/index.php/escritas/article/view/20054