A VILA DE SÃO JOSÉ DE MACAPÁ E AS EXPERIÊNCIAS SOCIOTERRITORIAIS NO CONTEXTO DO DIRETÓRIO POMBALINO (1757-1798)

Autores

DOI:

https://doi.org/10.70860/rtg.v15i36.19793

Palavras-chave:

Geografia histórica, Documentos, Sujeitos históricos, Diretório dos Índios

Resumo

O estudo vincula a interdisciplinaridade entre Geografia e História para analisar a importância geohistórica da Vila de São José de Macapá na Amazônia Setentrional durante o período de vigência do Diretório do Pombalino (1757-1798). Esse processo desencadeou a criação de espacialidades impulsionadas pelas atuações de indígenas, africanos, colonos e autoridades portuguesas. Assim, a pesquisa objetiva analisar as relações socioeconômicas e espaciais decorrentes da implementação da legislação do Diretório Pombalino, na Vila de São José de Macapá. Como metodologia, foram utilizadas referências bibliografias e teóricas, além de análises documentais referentes a Vila de São José de Macapá, no atual estado do Amapá. Os resultados demonstram que as experiências coloniais na porção setentrional do Grão-Pará concentram processos socioeconômicos dinâmicos que são profícuos para o estudo da geografia histórica na Amazônia amapaense. Portanto, a análise da geografia histórica da Vila de São José de Macapá constituiu uma experiência distinta, onde diversas populações construíram espacialidades movidas por interesses e negociações que expandiram a sua importância geohistórica.

Biografia do Autor

Laís Cristiane Martins Freitas, Universidade Federal do Amapá

Licenciada em História pela Universidade Federal do Amapá (UNIFAP). Mestra em Geografia pelo Programa de Pós-Graduação em Geografia (PPGEO-UNIFAP). Professora de Geografia na Educação Básica do Estado do Amapá. Foi bolsista CAPES no período de 2021 a 2023 atuando na linha de pesquisa "Sociedade e Dinâmicas Territoriais" vinculada ao Programa de Pós-Graduação em Geografia (PPGEO). Tem experiência como professora da educação básica ministrando conteúdos de História e Geografia, planejamento e produção de materiais didáticos na área do Ensino de História, Ensino de História Indígena e temas correlacionados. Entre 2018 a 2020 atuou como pesquisadora-colaboradora no projeto do memorial do Ministério Público do Estado do Amapá (MP-AP), onde obteve grande experiência na área de conservação, catalogação, descrição e análise do acervo documental e fotográfico da instituição. Desenvolve pesquisas na área de Educação, Relações Étnico-Raciais, História e Memória, História Oral, Geografia Histórica e da População; Métodos e Técnicas de Pesquisa.

Daguinete Maria Chaves Brito, Universidade Federal do Amapá

Possui Graduação em GEOGRAFIA LICENCIATURA, GEOGRAFIA BACHARELADO e CIÊNCIAS ECONÔMICAS pela Universidade Federal do Pará (1989, 1991 E 1996), Bacharel em DIREITO, pela Faculdade de Macapá (2015). Mestrado em Desenvolvimento Sustentável pela Universidade de Brasília (2003), Doutorado em Ciências Sociais pela Universidade Federal do Pará (2010) e Pós Doutorado em Desenvolvimento Sustentável pela Universidade de Brasília (2022). Atualmente é professora Associada IV da Universidade Federal do Amapá. Tem experiência nas áreas de Geografia (Brasil, Amazônia e Amapá), Economia e Direito Ambiental. Atuando nos seguintes temas: Gestão Ambiental, Gestão de Áreas Legalmente Protegidas, com ênfase em Unidades de Conservação, Desenvolvimento Sustentável, Conflitos Socioambientais, Valoração de Recursos Naturais e Direito Ambiental.

Emmanuel Raimundo Costa Santos, Universidade Federal do Amapá

Graduado em Geografia pela Universidade Federal do Pará (1999), Mestre em Planejamento do Desenvolvimento NAEA/UFPA (2002), Doutor em Geografia pela Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho (2012) e Pós-Doutorado no PPGG/UFSC (2018). Professor Associado III da Universidade Federal do Amapá/UNIFAP do curso de graduação e do Programa de Pós-Graduação em Geografia PPGEO/UNIFAP. Trabalha na área da Geografia Humana, com ênfase em Geografia Urbana e Regional, Geografia Histórica atuando nos seguintes temas: produção e organização do espaço amazônico e amapaense, planejamento urbano e regional, formação territorial brasileira.

Referências

ALMEIDA, M. C. de. Os índios na história do Brasil /Maria Celestino de Almeida. – Rio de Janeiro: Editora FGV, 2010.

BARROS, J. D’A. Cidade e História. Petrópolis: Vozes, 2007.

BARROS, J. D’A. História, Espaço, Geografia: diálogos interdisciplinares/José D’Assunção Barros. – Petrópolis, RJ: Vozes, 2017.

BECKER, B. K. Geopolítica da Amazônia. Estudos Avançados 19(53), 2005. p. 71-86. DOI: https://doi.org/10.1590/S0103-40142005000100005

BRITO, C. M. C. Índios das “Corporações”: trabalho compulsório no Grão-Pará no Século XVIII. In: ACEVEDO, R. E. A escrita da história paraense. Belém: UFPA, 1998. p. 115-137.

COELHO, M. C. O Diretório dos Índios: Possibilidades de Investigação. In: COELHO, M. C. Et. Al. Meandros da História: Trabalho e Poder no Grão-Pará e Maranhão Séculos XVII e XIX. Belém: UNAMAZ, 2005.

KARNAL, L; TATSCH, F. G. Documento e História: A memória evanescente. In. PINSKY, C. B; LUCA, T. R. de. (Orgs). O Historiador e suas fontes. São Paulo: Editora Contexto, 2012, 1. ed., 2ª reimpressão. pp. 20-24.

MALCHER, R. As cidades da Amazônia no século XVIII – Belém, Macapá e Mazagão. Porto: FAUP/ publicações. 2ª edição, 1998.

MARIN, R. E A. Prosperidade e Estagnação de Macapá Colonial: as experiências dos colonos. In. Nas Terras do Cabo Norte: fronteiras, colonização e escravidão na Guiana Brasileira (séculos XVIII-XIX) /Flávio dos Santos Gomes (organizador). Maria Fernanda B. Bicalho (et al.]. – Belém: Editora Universitária/UFPA, 1999.p. 33-62.

MARIN, R. E. A; GOMES, F. Reconfigurações coloniais: tráfico de indígenas, fugitivos e fronteiras no Grão-Pará e Guiana Francesa (séculos XVII e XVIII). Revista de História (USP), nº 149, deciembre, 2003, p. 69-107. Disponível em: https://www.revistas.usp.br/revhistoria/article/view/18966. Acesso em: 21 jun. 2023. DOI: https://doi.org/10.11606/issn.2316-9141.v0i149p69-107

MENDONÇA, M. C. de. A Amazônia na era pombalina: correspondência do Governador e Capitão-Geral do Estado do Grão-Pará e Maranhão, Francisco Xavier de Mendonça Furtado: 1751-1759. 2. ed. Brasília: Senado Federal, Conselho Editorial, 2005. Tomo II, III. (Edições do Senado Federal. v. 49, A-B-C).

MONTEIRO, J. M. Armas e Armadilhas: história e resistência dos índios. In: NOVAIS, Adauto (Org.). A outra margem do Ocidente. São Paulo: Companhia das Letras, 1999, pp. 237-249.

RAVENA, N. O abastecimento no século XVIII no Grão-Pará: Macapá e vilas circunvizinhas. Novos Cadernos NAEA, v. 8, n.2. Dez., 2005, p. 125-149. Disponível em: https://periodicos.ufpa.br/index.php/ncn/article/view/55, Acesso em: Acesso em: 21 jun. 2023. DOI: https://doi.org/10.5801/ncn.v8i2.55

SANTOS, E. R. C; SOUZA, D. A. S. Vilas, Circulação e Espaços Produtivos nas Terras do Cabo Norte. GEO UERJ, Rio de Janeiro, n.40, e64995, 2022. Disponível em: https://www.e-publicacoes.uerj.br/index.php/geouerj/article/view/64995. Acesso em: 15 Dez. 2022. DOI: https://doi.org/10.12957/geouerj.2022.64995

SANTOS, M. A Natureza do Espaço: Técnica e Tempo, Razão e Emoção/Milton Santos. -4. ed.4. reimpr. – São Paulo: Editora da Universidade de São Paulo, 2008. – (Coleção Milton Santos;1).

SANTOS, M. Metamorfoses do Espaço Habitado: Fundamentos Teóricos e Metodológicos da Geografia / Milton Santos; em colaboração com Denise Dias. – 6. ed. 2. Reimp. – São Paulo: Editora da Universidade de São Paulo, 2014. p. 77-81.

SOUZA JÚNIOR, J. A. de. Negros da Terra e/ou Negros da Guiné: Trabalho, Resistência e Repressão no Grão-Pará no Período do Diretório. Afro-Ásia, n.48, 2013, pp. 173-211. Disponível em: https://www.scielo.br/j/afro/a/xdpBVJs9K4Fckj5s5DqJJDk/#. Acesso em: 15 Dez. 2022. DOI: https://doi.org/10.1590/S0002-05912013000200005

Fontes

Arquivo Histórico do Itamarati – Fundo: Documentação Rio Branco, códice 340 – 1 Officio de D. Francisco de Souza Coutinho ao senhor Marinho de Mello e Castro, falando sobre os contatos nas fronteiras, doc. 62, 8 de julho de 1782, Documento copilado do Arquivo do Conselho Ultramarino, maço nº de ordem 479 - A. pp. 89-90.

Diretório, que se deve observar nas povoações dos índios do Pará, e Maranhão: em quanto Sua Majestade não mandar o contrário – 1755. Biblioteca Digital da Câmara dos Deputados. Centro de Documentação e Informação Coordenação de Biblioteca http://bd.camara.gov.br. Disponível em: http://www2.senado.leg.br/hdsf/handle/id/518740. Acesso em: 15 Nov. 2022.

Downloads

Publicado

2026-08-10

Como Citar

FREITAS, Laís Cristiane Martins; BRITO, Daguinete Maria Chaves; SANTOS, Emmanuel Raimundo Costa. A VILA DE SÃO JOSÉ DE MACAPÁ E AS EXPERIÊNCIAS SOCIOTERRITORIAIS NO CONTEXTO DO DIRETÓRIO POMBALINO (1757-1798). Revista Tocantinense de Geografia, [S. l.], v. 15, n. 36, p. 284–316, 2026. DOI: 10.70860/rtg.v15i36.19793. Disponível em: https://periodicos.ufnt.edu.br/index.php/geografia/article/view/19793. Acesso em: 14 ago. 2026.