EXPANSÃO DO DESMATAMENTO NO CERRADO MARANHENSE ENTRE OS ANOS DE 2001 – 2023
DOI :
https://doi.org/10.70860/rtg.v15i35.19356Mots-clés :
Maranhão, Terras Indígenas, Sensoriamento RemotoRésumé
No Maranhão, o Cerrado cobre aproximadamente 181.000 km², representando 65% da área do estado. Nos últimos anos, o bioma tem sofrido intensa pressão de desmatamento. Esta UF subiu da quinta para a primeira posição no ranking de desmatamento, contando com 13 dos 50 municípios que mais desmataram nos últimos quatro anos. Baseado em dados do PRODES, este trabalho examina a evolução temporal do desmatamento (absoluto e relativo) na região maranhense nos últimos 22 anos, considerando diferentes divisões territoriais. Em todo cerrado, observa-se uma tendência de queda no desmatamento até 2013, seguida por um aumento significativo a partir de 2020. A análise por microrregiões revela que o desmatamento ocorreu em todo o Cerrado Maranhense. As microrregiões de Presidente Dutra, Caxias e Chapadinha apresentaram as maiores variações no desmatamento. Em Presidente Dutra, a área desmatada saltou de 44% para 82%. Entre os municípios, Balsas registrou o maior desmatamento absoluto, enquanto o Governador Eugênio Barros teve o maior aumento proporcional de desmatamento, passando de 26% para 89% da área desmatada em 22 anos. Utilizando uma grade regular para eliminar a influência da área dos municípios, a análise visual destaca como o desmatamento tem ocorrido de maneira ampla por todo o Cerrado Maranhense.
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Financiamento: O presente trabalho é fruto de uma dissertação de mestrado, no qual o autor recebeu bolsa da Capes.
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