As REPRESENTAÇÕES DOS ESTUDANTES DO ENSINO FUNDAMENTAL EM UMA ESCOLA DE AGUIARNÓPOLIS (TO), A PARTIR DAS TRANSFORMAÇÕES SOCIOESPACIAIS DA BARRAGEM DE ESTREITO (MA)
DOI:
https://doi.org/10.70860/rtg.v15i35.19599Schlagworte:
Barragem, Transformações socioespaciais, Lugar, Representação, Ensino de GeografiaAbstract
Este estudo analisa as transformações socioespaciais em Aguiarnópolis (TO) a partir da construção da Usina Hidrelétrica de Estreito, com foco nas percepções de estudantes do Ensino Fundamental de uma escola pública estadual do referido município. A pesquisa foi realizada no segundo semestre de 2024, no Colégio Estadual Girassol de Tempo Integral Nazaré Nunes da Silva, envolvendo uma turma do 8º ano do Ensino Fundamental. A escolha dessa etapa escolar justifica-se pelo fato de que, nesse nível de ensino, os alunos já articulam vivências familiares, memórias locais e conteúdos escolares de forma mais elaborada. A obra da barragem iniciada em 2007 trouxe efeitos significativos na paisagem e na vida social. Assim sendo, a pesquisa foca na percepção das crianças que cresceram em uma cidade modificada pela barragem, destacando como elas vivenciam o lugar e como as memórias familiares moldam a compreensão do espaço. Como procedimentos metodológicos foram utilizados observação em sala de aula, produção de desenhos e diálogos orientados sobre o antes e o depois da barragem. As crianças ao ouvirem relatos de pais e avós associam a construção de Estreito à perda de territórios e de atividades como agricultura e pesca. Os desenhos mostram como as transformações afetaram a natureza, como a submersão de florestas e a decomposição da vegetação. Conforme Callai (2011), a educação geográfica exige que o estudante construa bases para compreender a espacialidade dos fenômenos sociais, superando a simples recepção de informações.
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