MAPPING THE COURSE OF AN EXPERIENCE

INDIGENOUS CARTOGRAPHY, THE CASE OF ACRE

Authors

DOI:

https://doi.org/10.70860/rtg.v15i36.20129

Keywords:

Indigenous cartography, ethnomapping, territorial management, agroforestry agentes, indigenous rights

Abstract

This article presents over four decades of experience in training Indigenous human resources in Acre, highlighting the importance of Indigenous Cartography and ethnomapping as pedagogical, political, and territorial management tools. It shows how Indigenous peoples use maps produced by themselves to plan, monitor, and protect their lands, address invasions and socio-environmental conflicts, and strengthen their autonomy and territorial rights. The analysis highlights the integration of traditional knowledge, modern technologies, and public policies, emphasizing the role of Indigenous Agroforestry Agents in environmental monitoring and the development of Territorial and Environmental Management Plans. By transforming maps into instruments of resistance, education, and planning, the study demonstrates how Indigenous cartography contributes to socio-environmental sustainability, cultural valorization, and the decolonization of geographic knowledge.

Author Biography

Renato Antonio Gavazzi, Comissão Pró-Indígenas do Acre - CPI-Acre

Geógrafo e indigenista, especialista em Agricultura Biodinâmica pelo Emerson College (Inglaterra) e mestre em Geografia pela Universidade de São Paulo (USP), possui vasta experiência na formação de líderes comunitários indígenas e no desenvolvimento de projetos de educação e gestão ambiental. Desde 1983, atua junto a comunidades indígenas do Brasil, Venezuela e Bolívia, contribuindo para a capacitação de professores, agentes de saúde e agentes agroflorestais. Foi responsável pela criação e definição das competências e habilidades necessárias para a atuação dos Agentes Agroflorestais, com foco na sustentabilidade e na valorização das práticas tradicionais. É idealizador e coordenador do projeto e da construção do Centro de Formação dos Povos da Floresta, escola intercultural de ensino e gestão ambiental voltada para indígenas e povos tradicionais do Acre, localizada em Rio Branco. A escola tem como missão formar líderes locais para a gestão ambiental, a preservação da biodiversidade e o fortalecimento cultural. É autor e organizador de diversos materiais didáticos indígenas, com o objetivo de promover o conhecimento tradicional e a educação intercultural. Seu trabalho contribui para o resgate e a disseminação de saberes ancestrais nas comunidades. Com ampla experiência em etnomapeamento, desenvolveu e implementou projetos que visam o reconhecimento, a valorização e a proteção dos territórios indígenas no Brasil. Seu trabalho integra conhecimentos tradicionais e científicos para promover a gestão ambiental participativa, além de fomentar o protagonismo das comunidades indígenas na construção de mapas que refletem suas identidades e suas formas de relacionamento com o território. Atualmente, realiza consultorias, é conselheiro das ONGs Comissão Pró-Indígena do Acre e Vídeos nas Aldeias, e integra o Laboratório de Materiais Didáticos (LAMADI/USP). Ao longo de sua trajetória, colaborou com diversas iniciativas voltadas à preservação cultural, à educação de qualidade e ao empoderamento indígena.

 

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Published

2026-08-09

How to Cite

GAVAZZI, Renato Antonio. MAPPING THE COURSE OF AN EXPERIENCE : INDIGENOUS CARTOGRAPHY, THE CASE OF ACRE. Tocantinense Journal of Geography, [S. l.], v. 15, n. 36, p. 169–193, 2026. DOI: 10.70860/rtg.v15i36.20129. Disponível em: https://periodicos.ufnt.edu.br/index.php/geografia/article/view/20129. Acesso em: 14 aug. 2026.