PARA PENSAR UMA “PAISAGEM DAS VIOLÊNCIAS”
DOI:
https://doi.org/10.70860/rtg.v15i36.18903Palabras clave:
paisagem das violências, geografia humanista, violência urbanaResumen
Este artigo busca desenvolver uma análise sobre o impacto da violência na paisagem urbana e na sociabilidade, sobretudo na cidade do Rio de Janeiro, que constitui o recorte espacial desta reflexão. Para esse fim, o caminho teórico adotado fundamenta-se na Geografia Humanista, que tem como um de seus principais precursores Yi-Fu Tuan. Em um primeiro momento, o texto apresenta uma breve revisão bibliográfica. Em seguida, adota-se a análise de relatórios voltados ao tema da violência urbana, como o do Grupo de Estudos dos Novos Ilegalismos (2022), enquanto procedimento metodológico, além de matérias publicadas nos principais jornais. Assim, busca-se aproximar a teoria do recorte espacial por meio da observação de dois episódios marcantes na estrutura urbana carioca: a Operação São Francisco, realizada na Maré, e a chacina ocorrida no Jacarezinho. A partir da apresentação desses dois casos, o texto discute três aspectos considerados fundamentais para a análise: a percepção, o simbolismo e a memória. Esses elementos constituem referências empíricas para o desenvolvimento do conceito aqui proposto como “paisagem das violências”.
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