A LITERATURA INDÍGENA COMO UM DIREITO CULTURAL ÀS INFÂNCIAS
CAMINHOS PARA UM ENSINO DECOLONIAL
DOI:
https://doi.org/10.70860/ufnt.entreletras.e19935Palavras-chave:
literatura indígena contemporânea, direitos culturais, infâncias, educação decolonialResumo
Apresentamos aqui uma investigação que buscou caminhos para uma prática pedagógica que valorize a diversidade indígena e rompa com a lógica colonial ainda presente nas escolas, tendo como foco a literatura indígena e sua contribuição para a implementação da Lei nº 11.645/2008. Através de um levantamento bibliográfico de estudos produzidos na região Sudeste do Brasil, entre 2020 e 2024, aliado à escrevivência, buscou-se conhecer as produções na área e compreender como a literatura indígena pode fortalecer uma formação docente comprometida com uma educação antirracista e decolonial. Os resultados indicaram poucas produções afins, com trabalhos mais voltados à área de Letras/Linguística.
Downloads
Referências
ARROYO, Miguel G. A pedagogia multirracial popular e o sistema escolar. In: GOMES, Nilma Lino (Org.). Um olhar além das fronteiras: educação e relações raciais. Belo Horizonte: Autêntica, 2010. p. 111-130.
BACK, Rogério; BEATO CANATO, Ana Paula M.; AMORIM, Marcelo A. Etno-histórias nas escolas brasileiras: um caminho de aproximação com os povos indígenas. Gragoatá, [S.l.], v. 26, n. 56, p. 1018-1051, 29 set. 2021. DOI: https://doi.org/10.22409/gragoata.v26i56.49151. Disponível em: https://periodicos.uff.br/gragoata/article/view/49151. Acesso em: 21 dez. 2025.
BALLESTRIN, Luciana. América Latina e o giro decolonial. Revista Brasileira de Ciência Política, [S.l.], v. 11, p. 89-117, 2013. DOI: https://doi.org/10.1590/S0103-33522013000200004. Disponível em: https://www.scielo.br/j/rbcpol/a/DxkN3kQ3XdYYPbwwXH55jhv/abstract/?lang=pt. Acesso em: 21 dez. 2025.
BRASIL. Lei 11.645, de 10 de março de 2008. Disponível em: https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2007-2010/2008/lei/l11645.htm. Acesso em: 29 abr. 2024.
CAMARGO, Lise Santos. Ensino de histórias e culturas indígenas na rede municipal de Campinas: percursos do GT Canoas da Memória. 2024. 170f. Dissertação (Mestrado Profissional) – Universidade Estadual de Campinas, Instituto de Filosofia e Ciências Humanas, Campinas, 2024.
CÂNDIDO, Antônio. O direito à literatura. In: CÂNDIDO, Antônio. Vários escritos. 5. ed. Rio de Janeiro: Ouro sobre Azul, 2011. p. 171-193.
CORRÊA, Adriana O. A. O papel do professor como mediador da literatura indígena em sala de aula. Linguagens & Cidadania, [S.l.], v. 21, n. 1, p. 1-14, 2019. DOI: https://doi.org/10.5902/1516849238105. Disponível em: Acesso em: https://periodicos.ufsm.br/LeC/article/view/38105. 21 dez. 2025.
EVARISTO, Conceição. Becos da Memória. 3 ed. Rio de Janeiro: Pallas, 2017.
EVARISTO, Rosinere. A epistemologia do bem viver e as pedagogias indígenas: as literaturas indígenas como aporte decolonial à formação/ação de educadores ambientais. 2023. 236 f. Tese (Doutorado em Educação, Contextos Contemporâneos e Demandas Populares) – Instituto de Educação/Instituto Multidisciplinar, Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro, Seropédica/Nova Iguaçu, 2023.
FREIRE, Paulo. Pedagogia do Oprimido. 42. ed. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 2005.
GRAÚNA, Graça. Contrapontos da Literatura Indígena Contemporânea no Brasil. Belo Horizonte, Mazza Edições, 2013.
GUSMÃO, Neusa Ma. M. de. Desafios da diversidade na escola. Revista Mediações, Londrina, v. 5, nº. 2, p. 9-28, jul./dez. 2000. Disponível em: https://ojs.uel.br/revistas/uel/index.php/mediacoes/article/view/9158/7749. Acesso em: 29 jul.
hooks, bell. Ensinando a transgredir: a educação como prática da liberdade. 2. ed. São Paulo, Editora WMF Martins Fontes, 2017.
HORÁCIO, Heiberle H. Literatura indígena e regimes de conhecimento: indissociabilidade, diversidade, diferença, Lei 11.645/2008 e a “educação territorializada” Xakriabá. Revista e-Curriculum, São Paulo, v. 20, n. 1, p. 262–278, jan./mar. 2022. Disponível em: https://doi.org/10.23925/1809-3876.2022v20i1p262-278. Acesso em: 03 jun. 2025.
KAMBEBA, Márcia Wayna. Saberes da Floresta. São Paulo, Jandaíra, 2020.
KILOMBA, Grada. Memórias da plantação: episódios de racismo cotidiano. Rio de Janeiro: Cobogó, 2019.
LÓPEZ, María Emília. Cultura e primeira infância. Bogotá: CERLALC-UNESCO, 2013. Disponível em: https://cerlalc.org/wp-content/uploads/publicaciones/opi/PUBLICACIONES_OPI_Cultura-e-primeira-inf%C3%A2ncia_v1_010613.pdf Acesso em: 03 jun. 2025.
LUCIANO, Gersem dos Santos (Baniwa). O índio brasileiro: o que você precisa saber sobre os povos indígenas no Brasil de hoje. Brasília: MEC/SECAD; LACED/Museu Nacional, 2011. 233p. (Coleção Educação Para Todos. Série Vias dos Saberes n. 1).
MIGNOLO, Walter D. Colonialidade: o lado mais escuro da modernidade. Revista Brasileira de Ciências Sociais, [S. l.], v. 32, n. 94, e329402, 2017. Disponível em: https://doi.org/10.17666/329402/2017. Acesso em: 03 jun 2025.
MILANEZ, Felipe. Guerras da conquista: da invasão dos portugueses até os dias de hoje. Rio de Janeiro, HarperCollins, 2021.
MUNDURUKU, Daniel. Escrita indígena: registro, oralidade e literatura: o reencontro da memória. In: Julie Dorrico et al. (orgs.). Literatura indígena brasileira contemporânea: criação, crítica e recepção. Porto Alegre, RS. Editora Fi, 2018, p. 81-83.
MUNDURUKU, Daniel. Mundurukando. Editora do autor, 2010.
PETIT, Michèle. Michèle Petit nos convida a encontrar beleza mesmo na crise. Entrevista concedida a Célia Fernanda Lima e Renata Rossi. Portal Lunetas, 11 out. 2024. Disponível em: https://lunetas.com.br/michele-petit-nos-convida-a-encontrar-beleza-mesmo-na-crise/. Acesso em: 03 jun. 2025.
PETIT, Michèle. Os jovens e a leitura: uma nova perspectiva. São Paulo: 34, 2008.
POTIGUARA, Eliane. O vento espalha minha voz originária. Rio de Janeiro: Grumin Edições, 2023.
ROCHA, Morgana E. S. O papel da literatura na reconstrução de si e na resistência às adversidades segundo a obra de Michèle Petit. 2024. 72 f. Dissertação (Mestrado em Educação) – Universidade do Extremo Sul Catarinense, Criciúma, 2024.
SAMPAIO, Francilaine Paz. A literatura indígena em sala de aula: caminhos para um ensino decolonial. 2025. 51 f. Trabalho de Conclusão de Curso (Graduação) – Universidade Estadual de Campinas, Campinas, 2025.
SILVA, Adriano Vieira da. Literaturas indígenas na aprendizagem da Educação Básica: desafios e perspectivas. 2021. 107 f. Dissertação (Mestrado Profissional em Letras em Rede Nacional (PROFLETRAS)) – Faculdade de Formação de Professores, Universidade do Estado do Rio de Janeiro, São Gonçalo, 2021.
THIÉL, Janice. Pele Silenciosa, Pele Sonora: A literatura Indígena em destaque. Belo Horizonte: Autêntica Editora, 2012.
UNIVERSIDADE FEDERAL DE MINAS GERAIS. Ailton Krenak: ‘Não temos de fazer crítica decolonial, e sim, contracolonial’. UFMG, 2 dez. 2024. Disponível em: https://ufmg.br/comunicacao/noticias/ailton-krenak-nao-temos-de-fazer-critica-decolonial-e-sim-contracolonial. Acesso em: 03 jun. 2025.
WALSH, Catherine. Pedagogias Decoloniales: Practicas insurgentes de resistir, (re) existir y (re) vivir. Quito Ecuador: Abya- Yala, 2013.
Downloads
Publicado
Como Citar
Edição
Seção
Licença
Copyright (c) 2025 EntreLetras

Este trabalho está licenciado sob uma licença Creative Commons Attribution 4.0 International License.
Os autores mantêm os direitos autorais e concedem à revista o direito de primeira publicação, com o trabalho simultaneamente licenciado sob a Creative Commons 4.0 que permite o compartilhamento do trabalho com reconhecimento da autoria do trabalho e publicação inicial nesta revista.
Os autores têm autorização para assumir contratos adicionais separadamente, para distribuição não-exclusiva da versão do trabalho publicada nesta revista (ex.: publicar em repositório institucional ou como capítulo de livro), com reconhecimento de autoria e publicação inicial nesta revista.
