AULA DE CAMPO, EDUCAÇÃO PATRIMONIAL E ENSINO DE GEOGRAFIA
possibilidades de mediação pedagógica e democratização do acesso
DOI :
https://doi.org/10.70860/rtg.v15i36.19795Mots-clés :
Aula de campo, Inclusão digital, Educação patrimonial, Ensino de Geografia, Ensino à distânciaRésumé
Este trabalho analisa as potencialidades da cultura e da educação patrimonial como suportes pedagógicos no ensino de Geografia, com foco na democratização do acesso a aulas de campo O problema de pesquisa reside na exclusão socioeducativa de estudantes com restrições de mobilidade — seja por questões sanitárias (pandemia de Covid-19) ou por situação de privação de liberdade —, o que limita o contato com espaços de educação não-formal. O objetivo é apresentar a aula de campo remota como uma alternativa de inclusão, analisando como a mediação virtual pode transpor barreiras físicas e institucionais. Metodologicamente, a pesquisa é de natureza básica-estratégica e caráter descritivo, fundamentada em levantamento bibliográfico e documental. O estudo toma como objeto as práticas de mediação virtual "Abre-Salas" do museu Paço do Frevo (Recife) e propõe sua aplicabilidade no Centro de Atendimento Socioeducativo (CASE) Santa Luzia (PE). Como principais contribuições, o artigo demonstra que a virtualização de equipamentos culturais, embora não substitua a experiência in loco, consolida-se como ferramenta permanente de democratização do saber geográfico e de salvaguarda do patrimônio para populações marginalizadas, promovendo o fortalecimento da cidadania.
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