Bancas de Heteroidentificação e o Enegrecimento da Universidade: Políticas de Igualdade Racial na UFMT em Perspectiva Anticolonial

Autor/innen

  • Silviane Ramos Lopes da Silva Universidade Federal de Mato Grosso - UFMT
  • Karla Cristina de Sousa Oliveira Universidade Federal de Mato Grosso - UFMT

DOI:

https://doi.org/10.70860/ufnt.rbec.e20496

Abstract

Este artigo analisa a importância das bancas de heteroidentificação racial na Universidade Federal de Mato Grosso como instrumentos de promoção da igualdade e enfrentamento ao racismo institucional. A partir de uma perspectiva anticolonial e feminista negra, evidencia-se como essas bancas fortalecem o enegrecimento dos espaços acadêmicos, garantindo acesso, permanência e reconhecimento das pessoas negras. Fundamentado em experiências e saberes produzidos por intelectuais negras e latino-americanas, o estudo demonstra que as bancas constituem práticas de resistência e afirmação política, contribuindo para a desconstrução das hierarquias raciais e epistêmicas que estruturam a universidade brasileira.


 Palavras-chave: banca,  heteroidentificação, enegrecimento.

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Autor/innen-Biografien

Silviane Ramos Lopes da Silva, Universidade Federal de Mato Grosso - UFMT

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Karla Cristina de Sousa Oliveira, Universidade Federal de Mato Grosso - UFMT

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Veröffentlicht

2026-03-17

Zitationsvorschlag

Silva, S. R. L. da, & Oliveira, K. C. de S. (2026). Bancas de Heteroidentificação e o Enegrecimento da Universidade: Políticas de Igualdade Racial na UFMT em Perspectiva Anticolonial . Brazilian Journal of Rural Education, 11, e20496. https://doi.org/10.70860/ufnt.rbec.e20496

Ausgabe

Rubrik

DOSSIÊ: EPISTEMOLOGIAS DECOLONIAS, AFRICANIDADES, SAÚDE E SABERES E FAZERES ANCESTRAIS