Migração, Epistemologias Decoloniais e a Escola como Espaço-Fronteira
DOI:
https://doi.org/10.70860/ufnt.rbec.e20492Abstract
Este estudo analisa a recepção e o processo de inclusão de estudantes migrantes na rede pública de ensino de Cuiabá, Mato Grosso, à luz das epistemologias decoloniais. O objetivo central é discutir como a persistência da colonialidade do poder e do saber pode se manifestar no ambiente escolar, reforçando o monoculturalismo e a violência simbólica. A pesquisa adota uma metodologia qualitativa, propondo a hibridização da Cartografia com a Etnografia Escolar para mapear as tensões e as estratégias de resistência dos estudantes no território escolar. Dentre os principais resultados, conclui-se que a inclusão efetiva transcende o formalismo burocrático e exige a reconfiguração da escola como um espaço-fronteira, mediador ativo na promoção da interculturalidade crítica. A formação continuada de professores é crucial para a descolonização do currículo e para garantir o reconhecimento pleno de todas as identidades na educação básica.
Palavras-chave: educação, migração, decolonialidade, espaço-fronteira, cultura.
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