El Círculo de Cultura como herramienta de investigación y cuidado en salud mental de mujeres quilombolas

Autores/as

DOI:

https://doi.org/10.70860/ufnt.rbec.e20627

Resumen

RESUMEN. El objetivo de este estudio es analizar la producción de conocimiento y la atención en salud mental a partir de una experiencia de investigación participativa con mujeres quilombolas, desde una perspectiva interseccional. El objetivo fue analizar las contribuciones del Círculo de Cultura a la producción de conocimiento y atención en salud mental desde una perspectiva interseccional. Se trata de una investigación cualitativa, basada en los principios de la educación popular y la interseccionalidad, realizada con 14 mujeres quilombolas de la comunidad de Grilo, en Paraíba, donde se encuentra en curso la regularización de las tierras. Metodológicamente, utilizamos el Círculo de Cultura, que promovió el diálogo y la reflexión sobre la vida cotidiana y la producción de salud mental, además del registro en diario de campo de las percepciones del primer autor, en un proceso de observación participativa. Los resultados indican que la dialogicidad permitió cambios de pensamiento articulados a acciones transformadoras, a través del proceso de acción-reflexión-acción colectiva. También se expresa la articulación entre dimensiones singulares y las intersecciones de los sistemas de opresión en los cuerpos-territorios, reconocidas de manera colectiva. Se concluye que el Círculo de Cultura, como metodología participativa, permitió la problematización colectiva de las experiencias de racismo vividas por las mujeres quilombolas en la escuela y funcionó simultáneamente como herramienta de producción de conocimiento y cuidado en salud mental.

Descargas

Los datos de descargas todavía no están disponibles.

Biografía del autor/a

Giovanni Sampaio Queiroz, Universidade Federal do Rio Grande do Norte

Psicólogo (CRP 17/6045) pela Universidade Federal de Campina Grande (UFCG), especialista pelo Programa de Residência Multiprofissional no Cuidado à Saúde da Pessoa com Deficiência (RESPCD/ISD), mestre e doutorando em Psicologia pelo Programa de Pós-Graduação em Psicologia da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (PPgPsi/UFRN). Pesquisador no Grupo de Pesquisa Modos de Subjetivação, Políticas Públicas e Contextos de Vulnerabilidade (CNPq/UFRN), com atuação nas áreas de Psicologia em contextos rurais e Saúde Mental e Atenção Psicossocial no SUS. É coordenador adjunto do Núcleo de Psicologia Comunitária e da Saúde (NUCS/UFCG), onde coordena o Grupo de Trabalho em Psicologia Comunitária e contextos rurais, além de membro colaborador do Núcleo de Estudos e Pesquisas em Psicologia, Saúde e Sexualidades (NEXUS/UFCG).

Jáder Ferreira Leite, Universidade Federal do Rio Grande do Norte

Graduado em Psicologia pela Universidade Estadual da Paraíba (1998); mestrado em Psicologia pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte (2003), doutorado em Psicologia Social pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte (2008) e estágio pós-doutoral junto ao Núcleo de Psicologia Comunitária (NUCOM) da Universidade Federal do Ceará (2014) e ao Grupo de Estudos Gênero e Masculinidades (GEMA) da Universidade Federal de Pernambuco (2020). É professor associado II do Departamento de Psicologia da UFRN, com atuação no Programa de Pós-graduação em Psicologia (PPgPsi/UFRN). Coordenador do Grupo de Pesquisa Modos de subjetivação, políticas públicas e contextos de vulnerabilidade (CNPq/UFRN). Presidente da Associação Brasileira de Psicologia Política (Gestão 2017 - 2018), coordenador e membro do GT Saúde Comunitária da ANPEPP (2017-2018). Membro da diretoria da Associação Nacional de Pesquisa e Pós-Graduação em Psicologia (ANPEPP) no biênio 2021/2022 (tesoureiro). Atua no campo da Psicologia social e política a partir dos temas: movimentos sociais e contextos rurais, produções de sentidos e ruralidades.

Maria Valquíria Nogueira do Nascimento, Universidade Federal de Campina Grande

Possui graduação em Letras pela Universidade Estadual do Rio Grande do Norte (1993), graduação em Psicologia pela Universidade Estadual da Paraíba (1998), Mestrado em Psicologia pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte (2003) e Doutorado em Psicologia pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte (2016), com período de Estágio na Universidad Autônoma de Barcelona. Trabalhou como psicóloga em ONGs, assessorando a formação e organização de grupos, planejamento participativo, elaboração, monitoramento e avaliação de projetos sociais no terceiro setor. Atualmente é professora Adjunta III da Universidade Federal de Campina Grande (UFCG), Centro de Ciências Biológicas e da Saúde (CCBS), Curso de Psicologia. Coordenadora do Programa de Residência Multiprofissional em Saúde Mental na Atenção Primária (RESMAP/CCBS/UFCG). Possui experiência na área de Psicologia, com ênfase em Psicologia Social Comunitária e da Saúde, atuando principalmente nos seguintes temas: Psicologia e Saúde Coletiva, Práticas Integrativas e Complementares em Saúde, metodologias participativas em saúde e em contextos sócio-comunitários, educação popular em saúde, controle social e participação popular em saúde e Psicologia e saúde no sistema prisional.

Citas

Akotirene, C. (2022). Interseccionalidade. São Paulo: Sueli Carneiro; Editora Jandaíra.

Almeida, M. (2022). Devir quilomba: antirracismo, afetos e políticas nas práticas de mulheres quilombolas. São Paulo: Elefante.

Bento, C. (2022). O pacto da branquitude. São Paulo: Companhia das Letras.

Brandão, C. R., & Borges, M. C. (2007). A pesquisa participante: um momento da educação popular. Revista de Educação Popular, 6, 51–62. https://doi.org/10.14393/REP-2007-19988 DOI: https://doi.org/10.14393/REP-2007-19988

Carneiro, S. (2003). Mulheres em movimento. Estudos Avançados, 17(49), 117–133. DOI: https://doi.org/10.1590/S0103-40142003000300008

Chassot, C. S. (2018). A pesquisa-intervenção participativa como estratégia metodológica: relato de uma pesquisa em associação. Revista Psicologia e Sociedade, 30. https://doi.org/10.1590/1807-0310/2018v30181737 DOI: https://doi.org/10.1590/1807-0310/2018v30181737

Collins, P. H. (2019). Pensamento feminista negro: conhecimento, consciência e a política do empoderamento. São Paulo: Boitempo.

Collins, P. H. (2022). Bem mais que ideias: a interseccionalidade como teoria social crítica. São Paulo: Boitempo.

Crenshaw, K. W. (2002). Documento para o Encontro de especialistas em aspectos da discriminação racial relativos ao gênero. Revista Estudos Feministas, 10(1), 171–187. Recuperado de: https://www.scielo.br/j/ref/a/mbTpP4SFXPnJZ397j8fSBQQ/?format=pdf&lang=pt. DOI: https://doi.org/10.1590/S0104-026X2002000100011

Fals Borda, O. (1981). Aspectos teóricos da pesquisa participante: Considerações sobre o significado e o papel da ciência na participação popular. In C. R. Brandão (Org.). Pesquisa participante (pp. 42–62). São Paulo: Brasiliense.

Fanon, F. (2008). Pele negra, máscaras brancas. EDUFBA (Trabalho original publicado em 1952).

Freire, P. (1980). Conscientização: teoria e prática da libertação (3ª ed.). São Paulo: Moraes.

Freire, P. (1981). Ação cultural para liberdade (5ª ed.). Rio de Janeiro: Paz e Terra.

Freire, P. (1989). A importância do ato de ler: Em três artigos que se completam. São Paulo: Autores Associados; Cortez.

Freire. P. (2005). Pedagogia do Oprimido. Rio de Janeiro: Paz e Terra.

Freire, P. (2020). Educação como prática de liberdade (46ª ed.). Rio de Janeiro: Paz e Terra (Originalmente publicado em 1967).

Gago, V. (2020). A potência feminista, ou o desejo de transformar tudo. São Paulo: Elefante.

Gonzalez, L. (2020a). Por um feminismo afro-latino-americano: ensaios, intervenções e diálogos. Rio de Janeiro: Zahar.

Gonzalez, L. (2020b). A mulher negra no Brasil. Por um feminismo afro-latino americano: ensaios, intervenções e diálogos. Rio de Janeiro: Zahar (Originalmente publicado em 1995).

Gonzalez, L. (2020c). Democracia racial? Nada disso! Por um feminismo afro-latino americano: ensaios, intervenções e diálogos. Rio de Janeiro: Zahar, 202 (Originalmente publicado em 1981)

Gonzalez, L. (2020d). Racismo e sexismo na cultura brasileira. Por um feminismo afro-latino americano: ensaios, intervenções e diálogos. Rio de Janeiro: Zahar, 76 (Originalmente publicado em 1983).

Haraway, D. (1995). Saberes localizados: a questão da ciência para o feminismo e o privilégio da perspectiva parcial. Cadernos Pagu, (5), 7–41. Recuperado de: https://periodicos.sbu.unicamp.br/ojs/index.php/cadpagu/article/view/1773

hooks, b. (2019). E eu não sou uma mulher? Mulheres negras e feminismo. Rio de Janeiro: Rosa dos Tempos (Originalmente publicado em 1982).

hooks, b. (2021). Tudo sobre o amor: Novas perspectivas. Editora Elefante.

Kyrillos, G. M. (2024). Interseccionalidade: proposta de um mapa provisório. Revista Estudos Feministas, 32(2), e90290. DOI: https://doi.org/10.1590/1806-9584-2024v32n290290

Krohling-Peruzzo, C. (2017). Pressupostos epistemológicos e metodológicos da pesquisa participativa: da observação participante à pesquisa-ação. Estudios sobre las Culturas Contemporáneas, 23(3). Recuperado de: https://www.redalyc.org/articulo.oa?id=31652406009.

Martin-Baró, I. (1997). O papel do Psicólogo. Revista Estudos de Psicologia, (Natal). Recuperado de: https://www.scielo.br/j/epsic/a/T997nnKHfd3FwVQnWYYGdqj/?format=pdf&lang=pt.

Moretti, C. Z., & Adams, T. (2011). Pesquisa participativa e educação popular: epistemologias do sul. Educação e Realidade, 36(2), 447–463. Recuperado de: https://seer.ufrgs.br/educacaoerealidade/article/view/16999.

Nascimento, A. (2019). O Quilombismo. São Paulo: Editora Perspectiva, Rio de Janeiro: Ipeafro.

Nascimento, M. V. N., & Oliveira, I. M. F. F. (2020). Práticas integrativas e complementares grupais no SUS e o diálogo com a educação popular. Curitiba: CRV. DOI: https://doi.org/10.24824/978854444053.7

Oyěwùmí, O. (2021). A invenção das mulheres: construindo um sentido africano para os discursos ocidentais de gênero. Rio de Janeiro: Bazar do Tempo.

Pereira, B. C. J. (2020). Dengos e zangas das mulheres-moringa: Vivências afetivo-sexuais de mulheres negras. Latin America Research Commons. https://doi.org/10.25154/book6 DOI: https://doi.org/10.25154/book6

Pereira, B. C. J. (2021). Sobre usos e possibilidades da interseccionalidade. Civitas: Revista de Ciências Sociais, 21(3). https://doi.org/10.15448/1984-7289.2021.3.40551 DOI: https://doi.org/10.15448/1984-7289.2021.3.40551

Queiroz, G. S., Leite, J. F., & Nascimento, M. V. N. (2025). Interseccionalidade e produção da saúde mental das mulheres quilombolas do Grilo, Paraíba. Rev. Psicologia & Sociedade, 37, e301108. https://doi.org/10.1590/1807-0310/2025v37e301108 DOI: https://doi.org/10.1590/1807-0310/2025v37301108

Santos, M. M. da S., & Santos, P. F. dos. (2020). A educação quilombola como elemento de fortalecimento e consolidação da identidade na comunidade de Conceição das Crioulas. Id on Line Revista Multidisciplinar e de Psicologia, 14(53), 271–279. https://doi.org/10.14295/idonline.v14i53.2870 DOI: https://doi.org/10.14295/idonline.v14i53.2870

Vergès, F. (2020). Um feminismo decolonial. São Paulo: Ubu Editora.

Vigoya, M. V. (2023). Interseccionalidad. Giro decolonial y comunitario. Buenos Aires: CLACSO.

Publicado

2026-07-11

Cómo citar

Sampaio Queiroz, G., Ferreira Leite, J., & Nogueira do Nascimento, M. V. (2026). El Círculo de Cultura como herramienta de investigación y cuidado en salud mental de mujeres quilombolas. Revista Brasileña De Educación Rural, 11, e20627. https://doi.org/10.70860/ufnt.rbec.e20627

Número

Sección

Saúde Mental em Comunidades Educativas Rurais, Ribeirinhas, Quilombolas e Indígenas: desafios e possibilidades