El Círculo de Cultura como herramienta de investigación y cuidado en salud mental de mujeres quilombolas
DOI:
https://doi.org/10.70860/ufnt.rbec.e20627Resumen
RESUMEN. El objetivo de este estudio es analizar la producción de conocimiento y la atención en salud mental a partir de una experiencia de investigación participativa con mujeres quilombolas, desde una perspectiva interseccional. El objetivo fue analizar las contribuciones del Círculo de Cultura a la producción de conocimiento y atención en salud mental desde una perspectiva interseccional. Se trata de una investigación cualitativa, basada en los principios de la educación popular y la interseccionalidad, realizada con 14 mujeres quilombolas de la comunidad de Grilo, en Paraíba, donde se encuentra en curso la regularización de las tierras. Metodológicamente, utilizamos el Círculo de Cultura, que promovió el diálogo y la reflexión sobre la vida cotidiana y la producción de salud mental, además del registro en diario de campo de las percepciones del primer autor, en un proceso de observación participativa. Los resultados indican que la dialogicidad permitió cambios de pensamiento articulados a acciones transformadoras, a través del proceso de acción-reflexión-acción colectiva. También se expresa la articulación entre dimensiones singulares y las intersecciones de los sistemas de opresión en los cuerpos-territorios, reconocidas de manera colectiva. Se concluye que el Círculo de Cultura, como metodología participativa, permitió la problematización colectiva de las experiencias de racismo vividas por las mujeres quilombolas en la escuela y funcionó simultáneamente como herramienta de producción de conocimiento y cuidado en salud mental.
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