Ni médico ni curandero: la educación para la salud en la práctica de indígenas psicólogas(os)

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DOI:

https://doi.org/10.70860/ufnt.rbec.e20641

Resumen

RESUMEN. Este artículo analiza las posibilidades de acercamiento entre la psicología, las cosmologías y las medicinas indígenas a partir de la práctica de psicólogos y psicólogas indígenas que trabajan en el ámbito de la salud indígena, con el objetivo de comprender cómo construyen una atención psicosocial étnicamente diferenciada junto a los pueblos con los que trabajan. Se parte de una crítica al carácter colonial, biomédico y tecnicista de la psicología hegemónica y de la necesidad de su reinvención ante las realidades indígenas, teniendo en cuenta los retos que plantea la práctica profesional en los territorios. Desde el punto de vista metodológico, se trata de una investigación de campo, con un enfoque que combina la psicología social crítica y la etnografía, realizada mediante entrevistas semiestructuradas con psicólogos y psicólogas indígenas que trabajan en el ámbito de la salud indígena, analizadas desde el materialismo histórico-dialéctico. Los resultados demuestran que la psicología, en su actuación junto a los pueblos indígenas, debe constituirse como una práctica fundamentada en el respeto, comprometida con la valorización de las cosmologías y medicinas indígenas, superando las perspectivas clasificatorias, patologizantes y coloniales. La educación en salud se constituye, así, como una herramienta central en este proceso, permitiendo la construcción de puentes interculturales entre la biomedicina, la psicología y los saberes tradicionales, además de hacer posible que las y los psicólogos sean comprendidos por las comunidades. Se concluye que la actuación de estos profesionales da lugar a una práctica de la psicología indigenizada, construida a través de la acción, en la escucha, en la convivencia y en la valorización de los modos indígenas de producir salud, fortaleciendo su autonomía y la defensa de sus derechos.

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Biografía del autor/a

Robert Damasceno Monteiro Rodrigues, Universidade Federal do Pará

Mestre e doutorando em Psicologia na Universidade Federal do Pará (PPGP-UFPA). Professor de psicologia na Faculdade Faci Wyden. 

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Publicado

2026-07-10

Cómo citar

Damasceno Monteiro Rodrigues, R. (2026). Ni médico ni curandero: la educación para la salud en la práctica de indígenas psicólogas(os). Revista Brasileña De Educación Rural, 11, e20641. https://doi.org/10.70860/ufnt.rbec.e20641

Número

Sección

Saúde Mental em Comunidades Educativas Rurais, Ribeirinhas, Quilombolas e Indígenas: desafios e possibilidades