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DOSSIÊ: Desafios e perspectivas da formação de professores da Educação Infantil e das crianças da Educação do Campo para o desenvolvimento de uma Educação Integral e inclusiva na contemporaneidade

septiembre 21, 2026

DOSSIÊ: Desafios e perspectivas da formação de professores da Educação Infantil e das crianças da Educação do Campo para o desenvolvimento de uma Educação Integral e inclusiva na contemporaneidade

 

Profa. Dra. Priscila Caroline Miguel

Profa. Dra. Aline de Novaes Conceição

Profa. Dra. Najela Tavares Ujiie

(Orgs.)

Partimos do pressuposto de que a inclusão, além de necessária, não ocorre sem a valorização da diversidade. No âmbito educacional, está para além da Educação Especial, pois precisamos em tempos atuais, conceber os educandos como seres plurais com necessidades individuais – a ideia de equidade e não mais igualdade -, que precisam ser considerados em uma perspectiva integral, ou seja, para além da dimensão cognitiva.

Face ao exposto, a formação de professores da Educação Infantil, tanto inicial bem como a contínua, deve se pautar na Educação Integral e inclusiva, a fim de que consigamos ao menos amenizar e quiçá superar o nível do discurso, pois as temáticas são amplamente defendidas, porém nem sempre efetivadas nos cursos de Licenciaturas e no cotidiano escolar. Sendo assim, para além da garantia de acesso e permanência, precisamos de políticas públicas de fato efetivas que possibilitem a tão almejada democratização do ensino, ou seja, uma escola de fato para todos e que todos aprendam, em um ambiente que facilite o desenvolvimento integral das crianças. Se pensamos em uma Educação Integral e inclusiva para a infância, tal feito demanda políticas públicas inclusivas e que considere as especificidades de cada indivíduo.

A formação de professores nos moldes da escola tradicional – o modelo pautado na racionalidade técnica – ainda enfatiza a dicotomia teoria-prática, em contraposição a modelos formativos que propiciem reflexões sobre a prática docente, no sentido de articular uma base teórica educacional com complexidades que a própria prática pedagógica impõe, e em se tratando da formação docente da Educação Infantil, também pautada na racionalidade técnica, temos o desafio de superar o binômio educar-cuidar e trazer à tona discussões que ampliem o reconhecimento profissional desses professores, compreendendo que na Educação Infantil, o cuidado precisa estar implícito na atividade educativa e são indissociáveis, assim como a atenção a diversidade como princípio da vida que habita a singularidade da criança, do bebê e do humano.

Outro aspecto importante e que demanda, como proposto pela Organização das Nações Unidas com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável no ODS4, a busca por uma educação de qualidade, acreditamos que no tocante a formação de professores para a primeira infância, é preciso pensar em contribuições no que diz respeito à efetividade e à territorialização de diretrizes e políticas formativas também no que converge a Educação do Campo, assentados e acampados do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), faxinalenses, ribeirinhas, quilombolas e índigenas, ao nosso ver, ainda invisibilizadas na e pela comunidade científica, desnudando a urgência de discutir práticas que tratem desses espaços e dialoguem com seus modos singulares de existência, aprendizagem e formação integral.

Na contemporaneidade da Educação Infantil é importante contemplar propostas e experiências que contribuam para a ampliação dos repertórios vivenciais e culturais das crianças. Sendo assim, a especificidade da Educação Infantil que envolve como eixo central as interações e brincadeiras a partir do trabalho com as múltiplas linguagens, anuncia-se por meio da necessidade de o professor focar na particularidade de ser de cada criança, em múltiplos universos e nos mais diversos modos de ser e viver a infância.

Nesse ínterim, o Dossiê envolve textos de autores vinculados às diversas instituições de Ensino Superior, inclusive internacionais, que apresentarão contribuições sobre a formação de professores da Educação Infantil que contemple a Educação Integral e inclusiva, em interface com a formação inicial, do ponto de vista de profissionais da Educação.

 

Objetivo:

Disseminar discussões e experiências desenvolvimentais, além de reflexões sobre a formação de professores da Educação Infantil em uma perspectiva da valorização da Educação Integral e inclusiva, do ponto de vista de profissionais da Educação.

 

Data de envio dos artigos: até 31/10/2026

 

As submissões deverão ser enviadas diretamente para o sistema da revista (https://periodicos.ufnt.edu.br/index.php/campo/about/submissions) e deve-se seguir rigorosamente as normas de submissão do periódico em questão que se encontram no link: https://periodicos.ufnt.edu.br/index.php/campo/about/submissions, atentando-se ao fato de que o periódico adota as normas APA.

Tanto o Editor-Chefe bem como as organizadoras do Dossiê ficam livres para rejeitar artigos que eventualmente não atendam a proposta do Dossiê em questão, mesmo antes da avaliação duplo-cega.

Serão aceitos artigos/ensaios nas línguas portuguesa, inglesa ou espanhola, com no máximo até três (3) autores, devendo no mínimo um ter a titulação de Doutor(a). Além disso, o(s) autor(es) ficam inteiramente responsáveis pela submissão do texto no sistema da revista, bem como o devido cuidado com os prazos informados (não serão, em hipótese alguma, aceitos trabalhos fora do prazo de submissão, solicitação de revisão pelos pareceristas e leitura de prova, se aceito).

Não serão aceitos artigos que possuem a participação do mesmo autor em mais de um texto submetido a esse Dossiê.

 

Atenciosamente,

As organizadoras

Submissões suspensas, devido ao alto volume de artigos em avaliação

septiembre 15, 2026

Prezados(as) autores(as),

Informamos que as submissões estão suspensas, devido ao alto volume de artigos em avaliação. Em breve, reabriremos a submissão de manuscritos.

Dossier Salud mental en comunidades rurales, Riverside, Quilombola y educativas indígenas: desafíos y posibilidades

febrero 12, 2026

Revista Brasileña de Educación Rural

Dossier

Salud mental en comunidades rurales, Riverside, Quilombola y educativas indígenas: desafíos y posibilidades

Ementa

La proliferación de diagnósticos, la medicalización, la violencia escolar, las enfermedades de los profesores, las dificultades de aprendizaje tras la pandemia, el uso agravado de pantallas y muchos otros problemas relacionados con la salud mental en las comunidades educativas no son temas o problemas que afecten solo a escuelas e instituciones urbanas. Eiraldi, R., Comly, R., Goldstein, J. et al. (2023) señalan que los estudiantes de escuelas campesinas tienen los mismos problemas que los de las escuelas urbanas. La diferencia es la falta de apoyo y aceptación de estas demandas debido a la devaluación, la distancia de los grandes centros, el cierre de escuelas rurales, el calendario escolar desconectado de la realidad rural y la invisibilidad de estos problemas en los territorios campesinos.

La promoción de la salud mental en las comunidades educativas ha adquirido un papel central en las políticas públicas y las agendas de investigación, tanto a nivel nacional como internacional. Organizaciones multilaterales, como la Organización Mundial de la Salud (OMS) y la Organización Panamericana de la Salud (OPS), han defendido enfoques integrados, intersectoriales y culturalmente sensibles para abordar los desafíos del malestar psicológico en contextos escolares. Se puede ver, por ejemplo, una preocupación incluso desde las Naciones Unidas con los Objetivos de Desarrollo Sostenible en el ODS 4 sobre la búsqueda de una educación de calidad. Sin embargo, a pesar de los avances normativos y conceptuales, sigue existiendo una brecha significativa respecto a la eficacia y territorialización de estas directrices en comunidades rurales, ribereñas, quilombolas e indígenas. La invisibilidad de las singularidades de estos territorios en las políticas universales revela la urgencia de debatir prácticas que no solo alcanzan estos espacios, sino que dialoguen, por ejemplo, con sus cosmovisiones, formas de vida y demandas concretas.

En Brasil, el Programa de Salud Escolar (PSE), desde 2007, articula las acciones entre salud y educación, y se ha presentado como uno de los principales instrumentos para la promoción y prevención de la salud y la salud mental en el contexto escolar. Sin embargo, su implementación se enfrenta a desafíos en lo que respecta a la cobertura en territorios no urbanos, donde la presencia continua de equipos de salud familiar no siempre está garantizada. La política reciente de insertar psicólogos y trabajadores sociales en la red pública de educación básica, aunque prometedora, choca con desigualdades regionales, la ausencia de profesionales en todas las regiones del país y la escasez de profesionales formados para trabajar en zonas remotas, marcadas por dificultades logísticas, baja infraestructura y otras condiciones adversas.

Otro hito brasileño reciente, la Política Nacional para la Atención Psicosocial de las Comunidades Escolares, publicada en 2024, reconoce la importancia de estrategias intersectoriales y participativas para afrontar el malestar psicológico en los espacios educativos. Sin embargo, sigue siendo necesario debatir cómo y si esta política se ha implementado en comunidades rurales, campesinas, ribereñas, pesqueras, quilombolas e indígenas. En muchos casos, lo que se observa son acciones puntuales, a veces con propuestas clínicas e individuales, a menudo desconectadas de la vida diaria de las escuelas y de las realidades locales, sin continuidad ni apoyo. Los desafíos se agravan en los territorios con una fuerte presencia de poblaciones tradicionales, cuyo conocimiento, prácticas comunitarias y modos de atención a menudo son ignorados o subordinados por las políticas públicas convencionales.

Un ejemplo en América Latina es el caso de Chile, programas como Habilidades para la Vida han estado operando de forma continua en escuelas públicas urbanas y rurales, promoviendo el bienestar psicosocial mediante acciones intersectoriales. Sin embargo, la implementación en los territorios rurales se enfrenta a desafíos relacionados con la continuidad, la presencia de equipos técnicos y la adaptación a las dinámicas locales. La experiencia del programa A Convivir se Aprende en la región del Maule evidenció los límites de los modelos urbanocentrados cuando se aplican en escuelas campesinas, revelando la necesidad de estrategias que dialoguen con los modos de vida rurales, valoren los lazos comunitarios y promuevan la salud mental basadas en prácticas educativas situadas. Estas experiencias refuerzan la urgencia de políticas que reconocen la diversidad territorial y superan la lógica biomédica, clínica y estandarizada que sigue dominando en la salud mental escolar.

La escasez de investigaciones que aborden la salud mental en comunidades educativas rurales, pesqueras, quilombolas e indígenas puede reflejar la centralidad histórica que se le da a los contextos urbanos en las ciencias de la educación y la salud. Esta brecha teórica y empírica contribuye a la reproducción de modelos urbanos y totalitarios, que apenas tienen en cuenta los determinantes sociales específicos, las desigualdades territoriales y las formas específicas de organización comunitaria presentes en estos espacios. Además, el silenciamiento de estas realidades en los debates académicos, la falta de formación específica para trabajar en áreas no urbanas (Signorini, Ribeiro & Rojas-Andrade, 2024) contribuye al mantenimiento de un epistemicidio que deslegitima formas alternativas de cuidado, resistencia y promoción de la vida y la salud mental de las comunidades y territorios donde se encuentran las escuelas.

Así, este dossier invita a investigadores, profesionales de la educación, profesores de educación rural, educación quilombola y escuelas ribereñas, profesionales sanitarios y líderes comunitarios a contribuir con reflexiones, informes de experiencia, análisis de políticas públicas, estudios de caso, entrevistas con expertos e investigaciones teóricas y empíricas que discutan Los desafíos y las capacidades de las prácticas de promoción de la salud mental en comunidades educativas de territorios y zonas campesinas, rurales, indígenas, quilombolas, forestales, ribereñas y pesqueras. Nos interesa reunir obras comprometidas con la pluralidad epistemológica, la justicia territorial y la valoración del conocimiento local articulado con los principios y prácticas de la Educación Rural. Al arrojar luz sobre experiencias situadas y políticamente implicadas, buscamos fomentar una agenda crítica y transformadora, capaz de tensionar los límites del campo de la salud mental escolar (Rojas-Andrade, 2022; Ribeiro & García, 2024; Pedrero & Al-Halabí, 2025) y proponen caminos que sitúan la vida, en su diversidad, en el centro de políticas y prácticas (Dimenstein, Leite, Macedo & Dantas, 2016).

Posibles temas

  • Relaciones entre la salud mental en las comunidades educativas y el aprendizaje.
  • Experiencias de promoción de la salud mental en escuelas rurales, ribereñas, quilombolas e indígenas.
  • Modelos y políticas de atención multinivel en relación con la Salud Mental en Comunidades Educativas en territorios no urbanos.
  • Análisis crítico de programas e iniciativas nacionales e internacionales para la promoción de la salud mental en territorios no urbanos.
  • Desafíos de la implementación de la Política Nacional de Atención Psicosocial a las Comunidades Escolares en zonas rurales, campesinas y/o de asentamiento.
  • Inserción de psicólogos y trabajadores sociales en escuelas de regiones periféricas y remotas.
  • Conocimiento tradicional, cuidado colectivo y salud mental en comunidades indígenas y quilombolas.
  • Educación intercultural y salud mental: posibles articulaciones en las prácticas escolares.
  • Relaciones entre territorio, pertenencia y bienestar subjetivo en contextos educativos rurales.
  • Coexistencia escolar y salud mental en colegios multigrado con clases interculturales.
  • Estudios de caso sobre sufrimiento psíquico, exclusión y resistencia en escuelas de campesinos, ribereñas, quilombola y territorios indígenas.
  • Salud mental de los educadores que trabajan en comunidades no urbanas: significados, desafíos y estrategias de cuidado.
  • Recepción y cuidado en las escuelas de Quilombola: experiencias con la mediación de conflictos y prácticas restaurativas.
  • Educación popular, agroecología y prácticas que promueven la vida: articulaciones con la salud mental en comunidades educativas.
  • Impactos de las políticas de austeridad y el racismo estructural en la salud mental de estudiantes indígenas y quilombolas.
  • Programas latinoamericanos para la promoción de la salud mental escolar.
  • Representaciones sociales de la salud mental en comunidades educativas rurales.
  • Cartografías afectivas y metodologías participativas en la investigación con comunidades escolares no urbanas.
  • Infancias y juventudes rurales: experiencias de sufrimiento, cuidado y resistencia en las escuelas.
  • Salud mental en comunidades educativas en contextos de fallos de presas y/o extracción minera.
  • Salud mental en comunidades educativas y desastres socioambientales.
  • Informes de experiencias intersectoriales en salud mental y educación en territorios tradicionales.
  • Desigualdad territorial, exclusión digital y salud mental durante la pandemia y la pospandemia en zonas no urbanas.
  • Contribuciones de la psicología comunitaria y la educación rural a las políticas públicas sobre salud mental en comunidades educativas.
  • Debate sobre el uso de pantallas y el aprendizaje de materias en territorios no urbanos.
  • Otros temas comunes al tema del dossier.

Recepción de mensajes: del 1 de marzo al 30 de abril de 2026.

Dossiê: Caminhos e lutas na formação de professores do Campo no Brasil

mayo 13, 2025
Dossiê - Caminhos e lutas na formação de professores do Campo no Brasil   Prof(s) Doutores responsáveis pela Organização
  • Prof. Dr. Paulo Victor – ICENP - UFU
  • Prof. Dr. Welson Barbosa Santos – ICENP - UFU
  • Prof. Dr. Wender Faleiro - PPGEDUC/UFCAT

Prazo de envio dos artigos: 30 de junho de 2025.

OBS.: Condições obrigatórias para o artigo ser publicado:

  1. Pelo menos um dos autores deve ser doutor(a).
  2. O artigo precisa estar nas normas APA e não ABNT.
  3. Seguir as demais normas e diretrizes da revista (https://periodicos.ufnt.edu.br/index.php/campo/about/submissions ).
  4. No ato da submissão, marcar no metadado “Dossiê - Caminhos e lutas na formação de professores do Campo no Brasil”.

Brazilian Journal of Rural Education | Published by: Universidade Federal do Tocantins | Tocantinópolis city, Tocantins State, Brazil | Frequency: 4 volumes per year (quarterly - ahead of print)| Editor-in-Chief: Gustavo Cunha de Araujo |Editorial Assistant: Cícero da Silva | Contacts: +556334716421 | Email: rbec@uft.edu.br | ISSN: 2525-4863 | DOI: 10.20873/uft.2525-4863

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