Agroecología como praxis pedagógica: una etnografía decolonial en el Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST)
DOI:
https://doi.org/10.70860/ufnt.rbec.e20587Resumen
RESUMEN. Este artículo analiza el papel de la agroecología como praxis pedagógica en el contexto del Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), a partir de una investigación etnográfica cualitativa realizada en diferentes regiones de Brasil. El estudio se basa en un trabajo de campo desarrollado en 2022, incluyendo observación participante, visitas a escuelas rurales y asentamientos, e interacción directa con educadores, militantes y comunidades locales. Dialogando con la perspectiva decolonial, el artículo evidencia cómo las prácticas educativas desarrolladas en estos contextos contribuyen a la construcción de formas alternativas de producción de conocimiento, organización social y relación con la naturaleza. La agroecología emerge así no solo como técnica productiva, sino también como dispositivo educativo y político, capaz de promover procesos de concientización, emancipación y construcción de una ciudadanía ecológica. El artículo discute además cómo estas experiencias configuran espacios contrahegemónicos de formación, en los que se articulan educación popular, justicia social y transición ecológica, contribuyendo al debate contemporáneo sobre la Educação do Campo. Los resultados muestran que, en el contexto del MST, la agroecología surge como una praxis pedagógica capaz de articular la educación crítica, la justicia socioambiental y la producción de formas de conocimiento contrahegemónicas.
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