Dossiê Saúde Mental em Comunidades Educativas Rurais, Ribeirinhas, Quilombolas e Indígenas: desafios e possibilidades

2026-02-12

Revista Brasileira de Educação do Campo / Brazilian Journal of Rural Education

Dossiê

Saúde Mental em Comunidades Educativas Rurais, Ribeirinhas, Quilombolas e Indígenas: desafios e possibilidades

 

Proponentes:

Prof. Dr. Luiz Paulo Ribeiro

Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG, Brasil)

https://orcid.org/0000-0002-4278-7871

Prof. Dr. Jáder Ferreira Leite

Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN, Brasil)

https://orcid.org/0000-0002-6045-531X

Prof. Dr. Rodrigo Miguel Rojas-Andrade

Universidad de Santiado de Chile (UsaCh, Chile)

https://orcid.org/0000-0002-6459-6902

 

Ementa

A proliferação de diagnósticos, medicalização, violência escolar, adoecimento de professores, dificuldades de aprendizagem pós-pandemia, uso exacerbado de telas e tantos outros assuntos que estão relacionadas à saúde mental em comunidades educativas não são temas/problemáticas que afetam somente escolas e instituições urbanas. Eiraldi, R., Comly, R., Goldstein, J. et al. (2023) apontam que estudantes de escolas campesinas têm as mesmas questões que aqueles que estão em escolas urbanas. A diferença é a falta de suporte e acolhimento dessas demandas devido à desvalorização, distância dos grandes centros, fechamento de escolas do campo, calendário escolar descolado da realidade rural e invisibilidade de tais problemas nos territórios campesinos.

A promoção da saúde mental em comunidades educativas tem ganhado centralidade nas políticas públicas e nas agendas de pesquisa, tanto em nível nacional quanto internacional. Organismos multilaterais, como a Organização Mundial da Saúde (OMS) e a Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS), têm defendido abordagens integradas, intersetoriais e culturalmente sensíveis para enfrentar os desafios do sofrimento psíquico em contextos escolares. Pode-se ver, por exemplo, uma preocupação inclusive da Organização das Nações Unidas com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável no ODS 4 sobre a busca de uma educação de qualidade. No entanto, apesar dos avanços normativos e conceituais, ainda prevalece uma lacuna significativa no que diz respeito à efetividade e à territorialização dessas diretrizes em comunidades rurais, ribeirinhas, quilombolas e indígenas. A invisibilidade das singularidades desses territórios nas políticas universais revela a urgência de discutir práticas que não apenas cheguem a esses espaços, mas que dialoguem com suas cosmovisões, modos de vida e demandas concretas, por exemplo.

No Brasil, o Programa Saúde na Escola (PSE), desde 2007 articula ações entre saúde e educação, e tem se apresentado como um dos principais instrumentos de promoção e prevenção em saúde e em saúde mental no contexto escolar. Entretanto, sua execução encontra desafios quando se trata da cobertura em territórios não urbanos, onde a presença contínua de equipes de saúde da família nem sempre é garantida. A recente política de inserção de psicólogas(os) e assistentes sociais na rede pública de ensino básico, embora promissora, esbarra em desigualdades regionais, ausência de profissionais em todas as regiões do país e na escassez de profissionais capacitados para atuar em áreas remotas, marcadas por dificuldades logísticas, baixa infraestrutura e outras condições adversas.

Outro marco recente brasileiro, a Política Nacional de Atenção Psicossocial a Comunidades Escolares, publicada em 2024, reconhece a importância de estratégias intersetoriais e participativas para o enfrentamento do sofrimento psíquico em espaços educativos. Contudo, ainda é preciso discutir como e se essa política tem sido implementada em comunidades rurais, campesinas, ribeirinhas, pesqueiras, quilombolas e indígenas. Em muitos casos, o que se vê são ações pontuais, por vezes com propostas clínico-individuais, muitas vezes descoladas do cotidiano das escolas e das realidades locais, sem continuidade ou sustentação. Os desafios se agravam quando se trata de territórios com forte presença de populações tradicionais, cujos saberes, práticas comunitárias e modos de cuidado são frequentemente ignorados ou subalternizados pelas políticas públicas convencionais.

Um exemplo na América Latina é o caso do Chile, programas como Habilidades para la Vida têm atuado de forma contínua em escolas públicas urbanas e rurais, promovendo o bem-estar psicossocial por meio de ações intersetoriais. No entanto, a implementação em territórios rurais enfrenta desafios relacionados à continuidade, presença de equipes técnicas e adaptação às dinâmicas locais. A experiência do programa A Convivir se Aprende na região do Maule evidenciou os limites de modelos urbanocêntricos quando aplicados em escolas campesinas, revelando a necessidade de estratégias que dialoguem com os modos de vida rurais, valorizem os vínculos comunitários e promovam a saúde mental a partir de práticas educativas situadas. Essas experiências reforçam a urgência de políticas que reconheçam a diversidade territorial e superem a lógica biomédica, clínica e padronizada ainda dominante na saúde mental escolar.

A escassez de pesquisas que abordem a saúde mental em comunidades educativas rurais, pesqueiras, quilombolas e indígenas pode ser um reflexo da centralidade histórica conferida aos contextos urbanos nas ciências da educação e da saúde. Essa lacuna teórica e empírica contribui para a reprodução de modelos urbanos e totalitários, que pouco consideram os determinantes sociais específicos, as desigualdades territoriais e as formas próprias de organização comunitária presentes nesses espaços. Além disso, o silenciamento dessas realidades nos debates acadêmicos, a falta de formação específica para atuar em áreas não urbanas (Signorini, Ribeiro & Rojas-Andrade, 2024) contribui para a manutenção de um epistemicídio que deslegitima formas alternativas de cuidado, resistência e promoção da vida e de saúde mental desde as comunidades e territórios em que estão as escolas.

Desse modo, o presente dossiê convida pesquisadoras(es), profissionais da educação, professoras(es) da educação do campo, da educação quilombola e de escolas ribeirinhas, profissionais da saúde e lideranças comunitárias a contribuir com reflexões, relatos de experiência, análises de políticas públicas, estudos de caso, entrevistas com especialistas e investigações teóricas e empíricas que discutam os desafios e as potências das práticas promotoras de saúde mental em comunidades educativas em territórios e áreas campesinas, rurais, indígenas, quilombolas, das florestas, ribeirinhas e pesqueiras. Interessa-nos reunir trabalhos que estejam comprometidos com a pluralidade epistemológica, com a justiça territorial e com a valorização dos saberes locais que estejam articulados com os princípios e práticas da Educação do Campo. Ao lançar luz sobre experiências situadas e politicamente implicadas, buscamos fomentar uma agenda crítica e transformadora, capaz de tensionar os limites do campo da saúde mental escolar (Rojas-Andrade, 2022; Ribeiro & Garcia, 2024; Pedrero & Al‑Halabí, 2025) e propor caminhos que coloquem a vida, em sua diversidade, no centro das políticas e das práticas (Dimenstein, Leite, Macedo & Dantas, 2016).

Referências

Dimenstein, M., Leite, J., Macedo, J. P., & Dantas, C. (Orgs.). (2016). Condição de vida e saúde mental em contextos rurais (1ª ed., 428 p.). Editora Intermeios.

Eiraldi, R., Comly, R., Goldstein, J. et al. (2023). Development of an Online Training Platform and Implementation Strategy for School-Based Mental Health Professionals in Rural Elementary Schools: A Mixed-Methods Study. School Mental Health 15, 692–709. https://doi.org/10.1007/s12310-023-09582-1

Fonseca Pedrero, E., & Al‑Halabí, S. (2025). Salud mental en contextos educativos (1. ed.). Madrid: Ediciones Pirámide.

Ribeiro, L.P.; Garcia, F. M. (Org.) (2024). Saúde mental escolar: diálogos com, de e para professoras e professores. 1. ed. Curitiba: CRV, v. 1. 230p

Rojas-Andrade, R. (Coord.). (2022). Salud Mental en Comunidades Educativas. Santiago: Universidad Academia de Humanismo Cristiano.

Signorini, G. S., Ribeiro, L. P., & Rojas-Andrade, R. (2024). Psicología rural escolar: Relaciones, contornos y relatos latinoamericanos. Revista De Psicología, 33(1), pp. 1–12. https://doi.org/10.5354/0719-0581.2024.71900

 

Possíveis temáticas

  • Relações entre saúde mental em comunidades educativas e aprendizagem.
  • Experiências de promoção de saúde mental em escolas do campo, ribeirinhas, quilombolas e indígenas.
  • Modelos e políticas de cuidado multinível em relação à Saúde Mental em Comunidades Educativas em territórios não urbanos.
  • Análise crítica de programas e políticas nacionais e internacionais de promoção de saúde mental em territórios não urbanos.
  • Desafios da implementação da Política Nacional de Atenção Psicossocial a Comunidades Escolares em áreas rurais, campesinas e/ou de assentamentos.
  • Inserção de psicólogos/as e assistentes sociais em escolas de regiões periféricas e remotas.
  • Saberes tradicionais, cuidado coletivo e saúde mental em comunidades indígenas e quilombolas.
  • Educação intercultural e saúde mental: articulações possíveis nas práticas escolares.
  • Relações entre território, pertencimento e bem-estar subjetivo em contextos educativos rurais.
  • Convivência escolar e saúde mental em escolas multisseriadas e com turmas interculturais.
  • Estudos de caso sobre sofrimento psíquico, exclusão e resistência em escolas em territórios campesinos, ribeirinhos, quilombolas e indígenas.
  • Saúde mental de educadoras(es) que atuam em comunidades não urbanas: sentidos, desafios e estratégias de cuidado.
  • Acolhimento e cuidado em escolas quilombolas: experiências com mediação de conflitos e práticas restaurativas.
  • Educação popular, agroecologia e práticas promotoras de vida: articulações com a saúde mental em comunidades educativas.
  • Impactos das políticas de austeridade e do racismo estrutural na saúde mental de estudantes indígenas e quilombolas.
  • Programas latino-americanos de promoção da saúde mental escolar.
  • Representações sociais de saúde mental em comunidades educativas do campo.
  • Cartografias afetivas e metodologias participativas em pesquisas com comunidades escolares não urbanas.
  • Infâncias e juventudes rurais: experiências de sofrimento, cuidado e resistência nas escolas.
  • Saúde Mental em comunidades educativas em contextos de rompimentos de barragens e/ou extração minerária.
  • Saúde mental em comunidades educativas e desastres socioambientais.
  • Relatos de experiências intersetoriais em saúde mental e educação em territórios tradicionais.
  • Desigualdade territorial, exclusão digital e saúde mental na pandemia e pós-pandemia em áreas não urbanas.
  • Contribuições da psicologia comunitária e da educação do campo para políticas públicas de saúde mental em comunidades educativas.
  • Discussão sobre o uso de telas e aprendizagem de sujeitos em territórios não urbanos.
  • Outras temáticas comuns ao tema do dossiê.

 

Recebimento dos textos: de 01 de março a 30 de abril de 2026.

 

 

 

Revista Brasileña de Educación Rural

Dossier

Salud mental en comunidades rurales, Riverside, Quilombola y educativas indígenas: desafíos y posibilidades

Ementa

La proliferación de diagnósticos, la medicalización, la violencia escolar, las enfermedades de los profesores, las dificultades de aprendizaje tras la pandemia, el uso agravado de pantallas y muchos otros problemas relacionados con la salud mental en las comunidades educativas no son temas o problemas que afecten solo a escuelas e instituciones urbanas. Eiraldi, R., Comly, R., Goldstein, J. et al. (2023) señalan que los estudiantes de escuelas campesinas tienen los mismos problemas que los de las escuelas urbanas. La diferencia es la falta de apoyo y aceptación de estas demandas debido a la devaluación, la distancia de los grandes centros, el cierre de escuelas rurales, el calendario escolar desconectado de la realidad rural y la invisibilidad de estos problemas en los territorios campesinos.

La promoción de la salud mental en las comunidades educativas ha adquirido un papel central en las políticas públicas y las agendas de investigación, tanto a nivel nacional como internacional. Organizaciones multilaterales, como la Organización Mundial de la Salud (OMS) y la Organización Panamericana de la Salud (OPS), han defendido enfoques integrados, intersectoriales y culturalmente sensibles para abordar los desafíos del malestar psicológico en contextos escolares. Se puede ver, por ejemplo, una preocupación incluso desde las Naciones Unidas con los Objetivos de Desarrollo Sostenible en el ODS 4 sobre la búsqueda de una educación de calidad. Sin embargo, a pesar de los avances normativos y conceptuales, sigue existiendo una brecha significativa respecto a la eficacia y territorialización de estas directrices en comunidades rurales, ribereñas, quilombolas e indígenas. La invisibilidad de las singularidades de estos territorios en las políticas universales revela la urgencia de debatir prácticas que no solo alcanzan estos espacios, sino que dialoguen, por ejemplo, con sus cosmovisiones, formas de vida y demandas concretas.

En Brasil, el Programa de Salud Escolar (PSE), desde 2007, articula las acciones entre salud y educación, y se ha presentado como uno de los principales instrumentos para la promoción y prevención de la salud y la salud mental en el contexto escolar. Sin embargo, su implementación se enfrenta a desafíos en lo que respecta a la cobertura en territorios no urbanos, donde la presencia continua de equipos de salud familiar no siempre está garantizada. La política reciente de insertar psicólogos y trabajadores sociales en la red pública de educación básica, aunque prometedora, choca con desigualdades regionales, la ausencia de profesionales en todas las regiones del país y la escasez de profesionales formados para trabajar en zonas remotas, marcadas por dificultades logísticas, baja infraestructura y otras condiciones adversas.

Otro hito brasileño reciente, la Política Nacional para la Atención Psicosocial de las Comunidades Escolares, publicada en 2024, reconoce la importancia de estrategias intersectoriales y participativas para afrontar el malestar psicológico en los espacios educativos. Sin embargo, sigue siendo necesario debatir cómo y si esta política se ha implementado en comunidades rurales, campesinas, ribereñas, pesqueras, quilombolas e indígenas. En muchos casos, lo que se observa son acciones puntuales, a veces con propuestas clínicas e individuales, a menudo desconectadas de la vida diaria de las escuelas y de las realidades locales, sin continuidad ni apoyo. Los desafíos se agravan en los territorios con una fuerte presencia de poblaciones tradicionales, cuyo conocimiento, prácticas comunitarias y modos de atención a menudo son ignorados o subordinados por las políticas públicas convencionales.

Un ejemplo en América Latina es el caso de Chile, programas como Habilidades para la Vida han estado operando de forma continua en escuelas públicas urbanas y rurales, promoviendo el bienestar psicosocial mediante acciones intersectoriales. Sin embargo, la implementación en los territorios rurales se enfrenta a desafíos relacionados con la continuidad, la presencia de equipos técnicos y la adaptación a las dinámicas locales. La experiencia del programa A Convivir se Aprende en la región del Maule evidenció los límites de los modelos urbanocentrados cuando se aplican en escuelas campesinas, revelando la necesidad de estrategias que dialoguen con los modos de vida rurales, valoren los lazos comunitarios y promuevan la salud mental basadas en prácticas educativas situadas. Estas experiencias refuerzan la urgencia de políticas que reconocen la diversidad territorial y superan la lógica biomédica, clínica y estandarizada que sigue dominando en la salud mental escolar.

La escasez de investigaciones que aborden la salud mental en comunidades educativas rurales, pesqueras, quilombolas e indígenas puede reflejar la centralidad histórica que se le da a los contextos urbanos en las ciencias de la educación y la salud. Esta brecha teórica y empírica contribuye a la reproducción de modelos urbanos y totalitarios, que apenas tienen en cuenta los determinantes sociales específicos, las desigualdades territoriales y las formas específicas de organización comunitaria presentes en estos espacios. Además, el silenciamiento de estas realidades en los debates académicos, la falta de formación específica para trabajar en áreas no urbanas (Signorini, Ribeiro & Rojas-Andrade, 2024) contribuye al mantenimiento de un epistemicidio que deslegitima formas alternativas de cuidado, resistencia y promoción de la vida y la salud mental de las comunidades y territorios donde se encuentran las escuelas.

Así, este dossier invita a investigadores, profesionales de la educación, profesores de educación rural, educación quilombola y escuelas ribereñas, profesionales sanitarios y líderes comunitarios a contribuir con reflexiones, informes de experiencia, análisis de políticas públicas, estudios de caso, entrevistas con expertos e investigaciones teóricas y empíricas que discutan Los desafíos y las capacidades de las prácticas de promoción de la salud mental en comunidades educativas de territorios y zonas campesinas, rurales, indígenas, quilombolas, forestales, ribereñas y pesqueras. Nos interesa reunir obras comprometidas con la pluralidad epistemológica, la justicia territorial y la valoración del conocimiento local articulado con los principios y prácticas de la Educación Rural. Al arrojar luz sobre experiencias situadas y políticamente implicadas, buscamos fomentar una agenda crítica y transformadora, capaz de tensionar los límites del campo de la salud mental escolar (Rojas-Andrade, 2022; Ribeiro & García, 2024; Pedrero & Al-Halabí, 2025) y proponen caminos que sitúan la vida, en su diversidad, en el centro de políticas y prácticas (Dimenstein, Leite, Macedo & Dantas, 2016).

Posibles temas

  • Relaciones entre la salud mental en las comunidades educativas y el aprendizaje.
  • Experiencias de promoción de la salud mental en escuelas rurales, ribereñas, quilombolas e indígenas.
  • Modelos y políticas de atención multinivel en relación con la Salud Mental en Comunidades Educativas en territorios no urbanos.
  • Análisis crítico de programas e iniciativas nacionales e internacionales para la promoción de la salud mental en territorios no urbanos.
  • Desafíos de la implementación de la Política Nacional de Atención Psicosocial a las Comunidades Escolares en zonas rurales, campesinas y/o de asentamiento.
  • Inserción de psicólogos y trabajadores sociales en escuelas de regiones periféricas y remotas.
  • Conocimiento tradicional, cuidado colectivo y salud mental en comunidades indígenas y quilombolas.
  • Educación intercultural y salud mental: posibles articulaciones en las prácticas escolares.
  • Relaciones entre territorio, pertenencia y bienestar subjetivo en contextos educativos rurales.
  • Coexistencia escolar y salud mental en colegios multigrado con clases interculturales.
  • Estudios de caso sobre sufrimiento psíquico, exclusión y resistencia en escuelas de campesinos, ribereñas, quilombola y territorios indígenas.
  • Salud mental de los educadores que trabajan en comunidades no urbanas: significados, desafíos y estrategias de cuidado.
  • Recepción y cuidado en las escuelas de Quilombola: experiencias con la mediación de conflictos y prácticas restaurativas.
  • Educación popular, agroecología y prácticas que promueven la vida: articulaciones con la salud mental en comunidades educativas.
  • Impactos de las políticas de austeridad y el racismo estructural en la salud mental de estudiantes indígenas y quilombolas.
  • Programas latinoamericanos para la promoción de la salud mental escolar.
  • Representaciones sociales de la salud mental en comunidades educativas rurales.
  • Cartografías afectivas y metodologías participativas en la investigación con comunidades escolares no urbanas.
  • Infancias y juventudes rurales: experiencias de sufrimiento, cuidado y resistencia en las escuelas.
  • Salud mental en comunidades educativas en contextos de fallos de presas y/o extracción minera.
  • Salud mental en comunidades educativas y desastres socioambientales.
  • Informes de experiencias intersectoriales en salud mental y educación en territorios tradicionales.
  • Desigualdad territorial, exclusión digital y salud mental durante la pandemia y la pospandemia en zonas no urbanas.
  • Contribuciones de la psicología comunitaria y la educación rural a las políticas públicas sobre salud mental en comunidades educativas.
  • Debate sobre el uso de pantallas y el aprendizaje de materias en territorios no urbanos.
  • Otros temas comunes al tema del dossier.

Recepción de mensajes: del 1 de marzo al 30 de abril de 2026.