O corpo-território do sujeito do campo

Autores

DOI:

https://doi.org/10.70860/ufnt.rbec.e20589

Resumo

Este artigo tem como objetivo compreender a relação da pessoa camponesa e o território em que habita, buscando identificar as implicações desta relação na construção deste corpo, ainda, compreender como a fragmentação desse território afeta a constituição desse corpo. O conceito de corpo-território, no âmbito da comunidade camponesa, traz a compreensão de que os sujeitos do campo e a terra formam uma unidade inseparável. A terra não é vista apenas como um espaço físico ou recurso natural a ser explorado, mas como um corpo vivo que partilha identidade, memória, cultura e existência com aqueles que a habitam. Nessa perspectiva, o território é constituído como fonte de vida, de produção de subjetividades e de fortalecimento de vínculos comunitários, assumindo um valor simbólico, espiritual e material ao mesmo tempo. Para os povos do campo, a proteção do corpo-território está diretamente ligada à preservação da terra, do meio ambiente, da cultura, das tradições, e dos saberes produzidos historicamente pelas comunidades do campo.

Palavra-chave: corpo-território, campo, corpo fragmentado.

 

The Body-Territory of the Rural Subject

ABSTRACT. This article aims to understand the relationship between peasant individuals and the territory they inhabit, seeking to identify the implications of this relationship in the constitution of the body, as well as to examine how the fragmentation of this territory affects the formation of this body. The concept of body-territory, within the context of peasant communities, conveys the understanding that rural subjects and the land form an inseparable unity. Land is not viewed merely as a physical space or a natural resource to be exploited, but as a living body that shares identity, memory, culture, and existence with those who inhabit it. From this perspective, territory is constituted as a source of life, of the production of subjectivities, and of the strengthening of community bonds, simultaneously assuming symbolic, spiritual, and material value. For rural peoples, the protection of the body-territory is directly linked to the preservation of culture, traditions, and knowledge historically produced by peasant communities.

Keywords: body-territory, countryside, fragmented body.

 

El cuerpo-territorio del sujeto del campo 

RESUMEN. Este artículo tiene como objetivo comprender la relación de la persona campesina con el territorio en el que habita, buscando identificar las implicaciones de esta relación en la construcción de este cuerpo y, además, comprender cómo la fragmentación de dicho territorio afecta la constitución de este cuerpo. El concepto de cuerpo-territorio, en el ámbito de la comunidad campesina, aporta la comprensión de que los sujetos del campo y la tierra forman una unidad inseparable. La tierra no es vista únicamente como un espacio físico o un recurso natural a ser explotado, sino como un cuerpo vivo que comparte identidad, memoria, cultura y existencia con quienes la habitan. En esta perspectiva, el territorio se constituye como fuente de vida, de producción de subjetividades y de fortalecimiento de vínculos comunitarios, asumiendo al mismo tiempo un valor simbólico, espiritual y material. Para los pueblos del campo, la protección del cuerpo-territorio está directamente vinculada a la preservación de la tierra, del medio ambiente, de la cultura, de las tradiciones y de los saberes producidos históricamente por las comunidades rurales.

Palabras clave: cuerpo-territorio, campo, cuerpo fragmentado.

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Biografia do Autor

Lara Porto, Universidade Federal do Rio Grande do Sul

Doutoranda no Programa de Pós-Graduação em Ensino de Matemática (PPGEMAT), pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). Mestre em Ensino de Ciências Exatas, pela Universidade Federal do Rio Grande (FURG). Licenciada em Ciências Exatas, ênfase matemática, pela Universidade Federal do Rio Grande (FURG). Professora de matemática na rede estadual de ensino do Rio Grande do Sul. Pesquisa processos de ensinar e aprender em Educação Matemática.

Claudia Glavam Duarte , Universidade Federal do Rio Grande do Sul

Possui graduação em Licenciatura Plena em Ciências e Matemática pela Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (1990), Mestrado em Educação pela Universidade do Vale do Rio dos Sinos (2003) e doutorado em Educação pela Universidade do Vale do Rio dos Sinos (2009). Atualmente é professora do curso de licenciatura em Educação do Campo da Universidade Federal do Rio Grande do Sul- Campus Litoral Norte, do Programa de Pós-Graduação: Educação em Ciências atuando na linha de pesquisa Educação Científica: Implicações das práticas científicas na constituição dos sujeitos e do Programa de Pós Graduação em Ensino da Matemática, especificamente na linha de pesquisa: Formação de professores de Matemática e Novas Tendências. As investigações e análises realizadas possuem como ferramentas teóricas a filosofia da diferença ,principalmente das teorizações de Michel Foucault, Gilles Deleuze e Ludwig Wittgenstein. Tem experiência na área de Educação atuando principalmente nos seguintes temas: Educação Matemática; Educação em Ciências, Diversidade, Educação do Campo, saberes populares e conhecimento científico, Etnomatemática e currículo . Coordena o Grupo de Estudos em Educação Matemática e Contemporaneidade (GEEMCo).

Débora da Silva Soares , Universidade Federal do Rio Grande do Sul

Mãe da Aurora desde 2016 e do Vitor desde 2019. Professora Adjunta do Departamento de Matemática Pura e Aplicada e Professora Permanente do Programa de Pós-Graduação em Ensino de Matemática da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). Coordenadora do Grupo de Estudo e Pesquisa em Educação Matemática, Modelagem e Tecnologias (GEPEMMTec) e pesquisadora associada do Grupo de Pesquisa em Informática outras Mídias e Educação Matemática (GPIMEM). É Doutora em Educação Matemática pela Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho (UNESP/Rio Claro), Mestre em Matemática Pura e Licenciada em Matemática pela UFRGS. Tem experiência na área de Educação Matemática com ênfase em Modelagem Matemática e Tecnologias Digitais. Atua principalmente nos seguintes temas: educação matemática, modelagem matemática na educação matemática, tecnologias digitais, educação matemática crítica e formação de professores. Tem interesse, também, em questões relacionadas ao impacto da maternidade na carreira acadêmica.

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Publicado

2026-08-04

Como Citar

Porto, L., Glavam Duarte , C., & da Silva Soares , D. (2026). O corpo-território do sujeito do campo. Revista Brasileira De Educação Do Campo, 11, e20589. https://doi.org/10.70860/ufnt.rbec.e20589

Edição

Seção

Dossiê: Saúde Mental em Comunidades Educativas Rurais, Ribeirinhas, Quilombolas e Indígenas: desafios e possibilidades