El espacio de los niños del Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra: aprender, jugar y resistir
DOI:
https://doi.org/10.70860/ufnt.rbec.e20515Resumen
RESUMEN. La investigación se suma al debate acerca de la infancia, educación campesina y prácticas de resistencia colectiva. Analiza el papel de las Cirandas Infantiles del Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), en la construcción de la identidad de los niños que participan en esos espacios. Parte del reconocimiento de que las Cirandas son, a menudo, estereotipadas o tratadas de manera distorsionada. Se refieren a interpretaciones que borran su carácter educativo y su rol en la lucha por la reforma agraria. Se tiene por objetivo identificar cómo la participación en las Cirandas y la experiencia cotidiana en los espacios de formación política y lucha social por la reforma agraria influyen en la construcción de la identidad de los niños Sem-Terrinha, mostrando su dimensión pedagógica, política y afectiva. El estudio se basa en un enfoque cualitativo, mediante revisión de la literatura, además de investigación documental. El corpus incluye autores como João Pedro Stédile y Edna Rossetto, además de materiales hechos por el MST. Los resultados apuntan que las Cirandas Infantiles van más allá de su función asistencial. Se presentan como espacios de convivencia, cuidado, formación crítica y fortalecimiento comunitario. Contribuyen al sentimiento de pertenencia de los niños del MST, así como a la lucha por la tierra. Se concluye que las Cirandas son prácticas fundamentales para la construcción de la identidad de los niños en el contexto de la reforma agraria, reforzando valores de resistencia, cooperación y colectividad.
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