Entre la Invisibilidad y el Cuidado: Educación y Salud Mental en la Comunidad Quilombola Água Fria
DOI:
https://doi.org/10.70860/ufnt.rbec.e20614Resumen
RESUMEN. Las comunidades quilombolas brasileñas conviven con desigualdades territoriales derivadas de procesos de exclusión social, racial y política, expresadas en la precariedad de la infraestructura, las limitaciones en el acceso a la salud y a la educación, y la fragilidad de las políticas públicas. Estas desigualdades influyen directamente en las formas de vivir, enfermar y producir cuidado en los territorios quilombolas. El presente estudio tuvo como objetivo analizar las relaciones entre educación y salud mental en la comunidad quilombola Água Fria, ubicada en el municipio de Serra do Ramalho, Bahía. Se trata de una investigación cualitativa, de carácter exploratorio y descriptivo, realizada mediante entrevistas semiestructuradas con líderes comunitarios y una docente de la escuela local. Los resultados indican que la salud mental constituye un fenómeno social, territorial y relacional, profundamente vinculado a las condiciones de vida y al acceso a derechos. Las narrativas evidenciaron que las desigualdades territoriales contribuyen a la producción del sufrimiento psíquico al restringir el acceso a servicios, oportunidades y políticas públicas. En contrapartida, la comunidad desarrolla prácticas colectivas de cuidado sustentadas en la solidaridad, los vínculos comunitarios, los saberes tradicionales y la valorización de la identidad quilombola. Asimismo, se destaca el papel de la escuela como espacio de reconocimiento cultural y fortalecimiento del sentido de pertenencia. Se concluye que la promoción de la salud mental requiere políticas públicas intersectoriales sensibles a las especificidades territoriales, raciales y culturales de las comunidades quilombolas.
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