Cuidado, psicología y educación popular en salud: un ensayo autoetnográfico y decolonial a partir de experiencias en contexto quilombola
DOI:
https://doi.org/10.70860/ufnt.rbec.e20623Resumen
RESUMEN. Este ensayo se inscribe en el campo de las epistemologías negras y de la educación popular en salud, articulando psicología, territorio y prácticas de cuidado en contextos quilombolas amazónicos. Parte de la problematización de la deslegitimación de los conocimientos tradicionales en el campo de la salud, marcada por el racismo estructural y el epistemicidio. El objetivo es reflexionar sobre el papel de la psicología en diálogo con los saberes comunitarios, a partir de la experiencia de una mujer quilombola. Metodológicamente, se trata de un ensayo de carácter autoetnográfico y decolonial que moviliza la escritura de sí presente en la Escrevivencia como estrategia epistemológica, articulando experiencia, reflexión teórica y análisis anclado en el territorio. Como resultados, se evidencia que los conocimientos comunitarios constituyen tecnologías vivas de cuidado, sostenidas por redes colectivas, afectivas y territoriales, que operan en contraposición a la fragmentación del modelo biomédico. Se concluye que pensar una psicología comprometida con los territorios negros exige desplazamientos epistemológicos y éticos, reconociendo otras formas legítimas de producción de conocimiento y cuidado.
Palabras clave: cuidado, quilombo, educación popular en salud, epistemologías negras, psicología
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