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Dossiê Saúde Mental em Comunidades Educativas Rurais, Ribeirinhas, Quilombolas e Indígenas: desafios e possibilidades

2026-02-12

Revista Brasileira de Educação do Campo / Brazilian Journal of Rural Education

Dossiê

Saúde Mental em Comunidades Educativas Rurais, Ribeirinhas, Quilombolas e Indígenas: desafios e possibilidades

 

Proponentes:

Prof. Dr. Luiz Paulo Ribeiro

Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG, Brasil)

https://orcid.org/0000-0002-4278-7871

Prof. Dr. Jáder Ferreira Leite

Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN, Brasil)

https://orcid.org/0000-0002-6045-531X

Prof. Dr. Rodrigo Miguel Rojas-Andrade

Universidad de Santiado de Chile (UsaCh, Chile)

https://orcid.org/0000-0002-6459-6902

 

Ementa

A proliferação de diagnósticos, medicalização, violência escolar, adoecimento de professores, dificuldades de aprendizagem pós-pandemia, uso exacerbado de telas e tantos outros assuntos que estão relacionadas à saúde mental em comunidades educativas não são temas/problemáticas que afetam somente escolas e instituições urbanas. Eiraldi, R., Comly, R., Goldstein, J. et al. (2023) apontam que estudantes de escolas campesinas têm as mesmas questões que aqueles que estão em escolas urbanas. A diferença é a falta de suporte e acolhimento dessas demandas devido à desvalorização, distância dos grandes centros, fechamento de escolas do campo, calendário escolar descolado da realidade rural e invisibilidade de tais problemas nos territórios campesinos.

A promoção da saúde mental em comunidades educativas tem ganhado centralidade nas políticas públicas e nas agendas de pesquisa, tanto em nível nacional quanto internacional. Organismos multilaterais, como a Organização Mundial da Saúde (OMS) e a Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS), têm defendido abordagens integradas, intersetoriais e culturalmente sensíveis para enfrentar os desafios do sofrimento psíquico em contextos escolares. Pode-se ver, por exemplo, uma preocupação inclusive da Organização das Nações Unidas com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável no ODS 4 sobre a busca de uma educação de qualidade. No entanto, apesar dos avanços normativos e conceituais, ainda prevalece uma lacuna significativa no que diz respeito à efetividade e à territorialização dessas diretrizes em comunidades rurais, ribeirinhas, quilombolas e indígenas. A invisibilidade das singularidades desses territórios nas políticas universais revela a urgência de discutir práticas que não apenas cheguem a esses espaços, mas que dialoguem com suas cosmovisões, modos de vida e demandas concretas, por exemplo.

No Brasil, o Programa Saúde na Escola (PSE), desde 2007 articula ações entre saúde e educação, e tem se apresentado como um dos principais instrumentos de promoção e prevenção em saúde e em saúde mental no contexto escolar. Entretanto, sua execução encontra desafios quando se trata da cobertura em territórios não urbanos, onde a presença contínua de equipes de saúde da família nem sempre é garantida. A recente política de inserção de psicólogas(os) e assistentes sociais na rede pública de ensino básico, embora promissora, esbarra em desigualdades regionais, ausência de profissionais em todas as regiões do país e na escassez de profissionais capacitados para atuar em áreas remotas, marcadas por dificuldades logísticas, baixa infraestrutura e outras condições adversas.

Outro marco recente brasileiro, a Política Nacional de Atenção Psicossocial a Comunidades Escolares, publicada em 2024, reconhece a importância de estratégias intersetoriais e participativas para o enfrentamento do sofrimento psíquico em espaços educativos. Contudo, ainda é preciso discutir como e se essa política tem sido implementada em comunidades rurais, campesinas, ribeirinhas, pesqueiras, quilombolas e indígenas. Em muitos casos, o que se vê são ações pontuais, por vezes com propostas clínico-individuais, muitas vezes descoladas do cotidiano das escolas e das realidades locais, sem continuidade ou sustentação. Os desafios se agravam quando se trata de territórios com forte presença de populações tradicionais, cujos saberes, práticas comunitárias e modos de cuidado são frequentemente ignorados ou subalternizados pelas políticas públicas convencionais.

Um exemplo na América Latina é o caso do Chile, programas como Habilidades para la Vida têm atuado de forma contínua em escolas públicas urbanas e rurais, promovendo o bem-estar psicossocial por meio de ações intersetoriais. No entanto, a implementação em territórios rurais enfrenta desafios relacionados à continuidade, presença de equipes técnicas e adaptação às dinâmicas locais. A experiência do programa A Convivir se Aprende na região do Maule evidenciou os limites de modelos urbanocêntricos quando aplicados em escolas campesinas, revelando a necessidade de estratégias que dialoguem com os modos de vida rurais, valorizem os vínculos comunitários e promovam a saúde mental a partir de práticas educativas situadas. Essas experiências reforçam a urgência de políticas que reconheçam a diversidade territorial e superem a lógica biomédica, clínica e padronizada ainda dominante na saúde mental escolar.

A escassez de pesquisas que abordem a saúde mental em comunidades educativas rurais, pesqueiras, quilombolas e indígenas pode ser um reflexo da centralidade histórica conferida aos contextos urbanos nas ciências da educação e da saúde. Essa lacuna teórica e empírica contribui para a reprodução de modelos urbanos e totalitários, que pouco consideram os determinantes sociais específicos, as desigualdades territoriais e as formas próprias de organização comunitária presentes nesses espaços. Além disso, o silenciamento dessas realidades nos debates acadêmicos, a falta de formação específica para atuar em áreas não urbanas (Signorini, Ribeiro & Rojas-Andrade, 2024) contribui para a manutenção de um epistemicídio que deslegitima formas alternativas de cuidado, resistência e promoção da vida e de saúde mental desde as comunidades e territórios em que estão as escolas.

Desse modo, o presente dossiê convida pesquisadoras(es), profissionais da educação, professoras(es) da educação do campo, da educação quilombola e de escolas ribeirinhas, profissionais da saúde e lideranças comunitárias a contribuir com reflexões, relatos de experiência, análises de políticas públicas, estudos de caso, entrevistas com especialistas e investigações teóricas e empíricas que discutam os desafios e as potências das práticas promotoras de saúde mental em comunidades educativas em territórios e áreas campesinas, rurais, indígenas, quilombolas, das florestas, ribeirinhas e pesqueiras. Interessa-nos reunir trabalhos que estejam comprometidos com a pluralidade epistemológica, com a justiça territorial e com a valorização dos saberes locais que estejam articulados com os princípios e práticas da Educação do Campo. Ao lançar luz sobre experiências situadas e politicamente implicadas, buscamos fomentar uma agenda crítica e transformadora, capaz de tensionar os limites do campo da saúde mental escolar (Rojas-Andrade, 2022; Ribeiro & Garcia, 2024; Pedrero & Al‑Halabí, 2025) e propor caminhos que coloquem a vida, em sua diversidade, no centro das políticas e das práticas (Dimenstein, Leite, Macedo & Dantas, 2016).

Referências

Dimenstein, M., Leite, J., Macedo, J. P., & Dantas, C. (Orgs.). (2016). Condição de vida e saúde mental em contextos rurais (1ª ed., 428 p.). Editora Intermeios.

Eiraldi, R., Comly, R., Goldstein, J. et al. (2023). Development of an Online Training Platform and Implementation Strategy for School-Based Mental Health Professionals in Rural Elementary Schools: A Mixed-Methods Study. School Mental Health 15, 692–709. https://doi.org/10.1007/s12310-023-09582-1

Fonseca Pedrero, E., & Al‑Halabí, S. (2025). Salud mental en contextos educativos (1. ed.). Madrid: Ediciones Pirámide.

Ribeiro, L.P.; Garcia, F. M. (Org.) (2024). Saúde mental escolar: diálogos com, de e para professoras e professores. 1. ed. Curitiba: CRV, v. 1. 230p

Rojas-Andrade, R. (Coord.). (2022). Salud Mental en Comunidades Educativas. Santiago: Universidad Academia de Humanismo Cristiano.

Signorini, G. S., Ribeiro, L. P., & Rojas-Andrade, R. (2024). Psicología rural escolar: Relaciones, contornos y relatos latinoamericanos. Revista De Psicología, 33(1), pp. 1–12. https://doi.org/10.5354/0719-0581.2024.71900

 

Possíveis temáticas

  • Relações entre saúde mental em comunidades educativas e aprendizagem.
  • Experiências de promoção de saúde mental em escolas do campo, ribeirinhas, quilombolas e indígenas.
  • Modelos e políticas de cuidado multinível em relação à Saúde Mental em Comunidades Educativas em territórios não urbanos.
  • Análise crítica de programas e políticas nacionais e internacionais de promoção de saúde mental em territórios não urbanos.
  • Desafios da implementação da Política Nacional de Atenção Psicossocial a Comunidades Escolares em áreas rurais, campesinas e/ou de assentamentos.
  • Inserção de psicólogos/as e assistentes sociais em escolas de regiões periféricas e remotas.
  • Saberes tradicionais, cuidado coletivo e saúde mental em comunidades indígenas e quilombolas.
  • Educação intercultural e saúde mental: articulações possíveis nas práticas escolares.
  • Relações entre território, pertencimento e bem-estar subjetivo em contextos educativos rurais.
  • Convivência escolar e saúde mental em escolas multisseriadas e com turmas interculturais.
  • Estudos de caso sobre sofrimento psíquico, exclusão e resistência em escolas em territórios campesinos, ribeirinhos, quilombolas e indígenas.
  • Saúde mental de educadoras(es) que atuam em comunidades não urbanas: sentidos, desafios e estratégias de cuidado.
  • Acolhimento e cuidado em escolas quilombolas: experiências com mediação de conflitos e práticas restaurativas.
  • Educação popular, agroecologia e práticas promotoras de vida: articulações com a saúde mental em comunidades educativas.
  • Impactos das políticas de austeridade e do racismo estrutural na saúde mental de estudantes indígenas e quilombolas.
  • Programas latino-americanos de promoção da saúde mental escolar.
  • Representações sociais de saúde mental em comunidades educativas do campo.
  • Cartografias afetivas e metodologias participativas em pesquisas com comunidades escolares não urbanas.
  • Infâncias e juventudes rurais: experiências de sofrimento, cuidado e resistência nas escolas.
  • Saúde Mental em comunidades educativas em contextos de rompimentos de barragens e/ou extração minerária.
  • Saúde mental em comunidades educativas e desastres socioambientais.
  • Relatos de experiências intersetoriais em saúde mental e educação em territórios tradicionais.
  • Desigualdade territorial, exclusão digital e saúde mental na pandemia e pós-pandemia em áreas não urbanas.
  • Contribuições da psicologia comunitária e da educação do campo para políticas públicas de saúde mental em comunidades educativas.
  • Discussão sobre o uso de telas e aprendizagem de sujeitos em territórios não urbanos.
  • Outras temáticas comuns ao tema do dossiê.

 

Recebimento dos textos: de 01 de março a 30 de abril de 2026.

 

 

 

Revista Brasileña de Educación Rural

Dossier

Salud mental en comunidades rurales, Riverside, Quilombola y educativas indígenas: desafíos y posibilidades

Ementa

La proliferación de diagnósticos, la medicalización, la violencia escolar, las enfermedades de los profesores, las dificultades de aprendizaje tras la pandemia, el uso agravado de pantallas y muchos otros problemas relacionados con la salud mental en las comunidades educativas no son temas o problemas que afecten solo a escuelas e instituciones urbanas. Eiraldi, R., Comly, R., Goldstein, J. et al. (2023) señalan que los estudiantes de escuelas campesinas tienen los mismos problemas que los de las escuelas urbanas. La diferencia es la falta de apoyo y aceptación de estas demandas debido a la devaluación, la distancia de los grandes centros, el cierre de escuelas rurales, el calendario escolar desconectado de la realidad rural y la invisibilidad de estos problemas en los territorios campesinos.

La promoción de la salud mental en las comunidades educativas ha adquirido un papel central en las políticas públicas y las agendas de investigación, tanto a nivel nacional como internacional. Organizaciones multilaterales, como la Organización Mundial de la Salud (OMS) y la Organización Panamericana de la Salud (OPS), han defendido enfoques integrados, intersectoriales y culturalmente sensibles para abordar los desafíos del malestar psicológico en contextos escolares. Se puede ver, por ejemplo, una preocupación incluso desde las Naciones Unidas con los Objetivos de Desarrollo Sostenible en el ODS 4 sobre la búsqueda de una educación de calidad. Sin embargo, a pesar de los avances normativos y conceptuales, sigue existiendo una brecha significativa respecto a la eficacia y territorialización de estas directrices en comunidades rurales, ribereñas, quilombolas e indígenas. La invisibilidad de las singularidades de estos territorios en las políticas universales revela la urgencia de debatir prácticas que no solo alcanzan estos espacios, sino que dialoguen, por ejemplo, con sus cosmovisiones, formas de vida y demandas concretas.

En Brasil, el Programa de Salud Escolar (PSE), desde 2007, articula las acciones entre salud y educación, y se ha presentado como uno de los principales instrumentos para la promoción y prevención de la salud y la salud mental en el contexto escolar. Sin embargo, su implementación se enfrenta a desafíos en lo que respecta a la cobertura en territorios no urbanos, donde la presencia continua de equipos de salud familiar no siempre está garantizada. La política reciente de insertar psicólogos y trabajadores sociales en la red pública de educación básica, aunque prometedora, choca con desigualdades regionales, la ausencia de profesionales en todas las regiones del país y la escasez de profesionales formados para trabajar en zonas remotas, marcadas por dificultades logísticas, baja infraestructura y otras condiciones adversas.

Otro hito brasileño reciente, la Política Nacional para la Atención Psicosocial de las Comunidades Escolares, publicada en 2024, reconoce la importancia de estrategias intersectoriales y participativas para afrontar el malestar psicológico en los espacios educativos. Sin embargo, sigue siendo necesario debatir cómo y si esta política se ha implementado en comunidades rurales, campesinas, ribereñas, pesqueras, quilombolas e indígenas. En muchos casos, lo que se observa son acciones puntuales, a veces con propuestas clínicas e individuales, a menudo desconectadas de la vida diaria de las escuelas y de las realidades locales, sin continuidad ni apoyo. Los desafíos se agravan en los territorios con una fuerte presencia de poblaciones tradicionales, cuyo conocimiento, prácticas comunitarias y modos de atención a menudo son ignorados o subordinados por las políticas públicas convencionales.

Un ejemplo en América Latina es el caso de Chile, programas como Habilidades para la Vida han estado operando de forma continua en escuelas públicas urbanas y rurales, promoviendo el bienestar psicosocial mediante acciones intersectoriales. Sin embargo, la implementación en los territorios rurales se enfrenta a desafíos relacionados con la continuidad, la presencia de equipos técnicos y la adaptación a las dinámicas locales. La experiencia del programa A Convivir se Aprende en la región del Maule evidenció los límites de los modelos urbanocentrados cuando se aplican en escuelas campesinas, revelando la necesidad de estrategias que dialoguen con los modos de vida rurales, valoren los lazos comunitarios y promuevan la salud mental basadas en prácticas educativas situadas. Estas experiencias refuerzan la urgencia de políticas que reconocen la diversidad territorial y superan la lógica biomédica, clínica y estandarizada que sigue dominando en la salud mental escolar.

La escasez de investigaciones que aborden la salud mental en comunidades educativas rurales, pesqueras, quilombolas e indígenas puede reflejar la centralidad histórica que se le da a los contextos urbanos en las ciencias de la educación y la salud. Esta brecha teórica y empírica contribuye a la reproducción de modelos urbanos y totalitarios, que apenas tienen en cuenta los determinantes sociales específicos, las desigualdades territoriales y las formas específicas de organización comunitaria presentes en estos espacios. Además, el silenciamiento de estas realidades en los debates académicos, la falta de formación específica para trabajar en áreas no urbanas (Signorini, Ribeiro & Rojas-Andrade, 2024) contribuye al mantenimiento de un epistemicidio que deslegitima formas alternativas de cuidado, resistencia y promoción de la vida y la salud mental de las comunidades y territorios donde se encuentran las escuelas.

Así, este dossier invita a investigadores, profesionales de la educación, profesores de educación rural, educación quilombola y escuelas ribereñas, profesionales sanitarios y líderes comunitarios a contribuir con reflexiones, informes de experiencia, análisis de políticas públicas, estudios de caso, entrevistas con expertos e investigaciones teóricas y empíricas que discutan Los desafíos y las capacidades de las prácticas de promoción de la salud mental en comunidades educativas de territorios y zonas campesinas, rurales, indígenas, quilombolas, forestales, ribereñas y pesqueras. Nos interesa reunir obras comprometidas con la pluralidad epistemológica, la justicia territorial y la valoración del conocimiento local articulado con los principios y prácticas de la Educación Rural. Al arrojar luz sobre experiencias situadas y políticamente implicadas, buscamos fomentar una agenda crítica y transformadora, capaz de tensionar los límites del campo de la salud mental escolar (Rojas-Andrade, 2022; Ribeiro & García, 2024; Pedrero & Al-Halabí, 2025) y proponen caminos que sitúan la vida, en su diversidad, en el centro de políticas y prácticas (Dimenstein, Leite, Macedo & Dantas, 2016).

Posibles temas

  • Relaciones entre la salud mental en las comunidades educativas y el aprendizaje.
  • Experiencias de promoción de la salud mental en escuelas rurales, ribereñas, quilombolas e indígenas.
  • Modelos y políticas de atención multinivel en relación con la Salud Mental en Comunidades Educativas en territorios no urbanos.
  • Análisis crítico de programas e iniciativas nacionales e internacionales para la promoción de la salud mental en territorios no urbanos.
  • Desafíos de la implementación de la Política Nacional de Atención Psicosocial a las Comunidades Escolares en zonas rurales, campesinas y/o de asentamiento.
  • Inserción de psicólogos y trabajadores sociales en escuelas de regiones periféricas y remotas.
  • Conocimiento tradicional, cuidado colectivo y salud mental en comunidades indígenas y quilombolas.
  • Educación intercultural y salud mental: posibles articulaciones en las prácticas escolares.
  • Relaciones entre territorio, pertenencia y bienestar subjetivo en contextos educativos rurales.
  • Coexistencia escolar y salud mental en colegios multigrado con clases interculturales.
  • Estudios de caso sobre sufrimiento psíquico, exclusión y resistencia en escuelas de campesinos, ribereñas, quilombola y territorios indígenas.
  • Salud mental de los educadores que trabajan en comunidades no urbanas: significados, desafíos y estrategias de cuidado.
  • Recepción y cuidado en las escuelas de Quilombola: experiencias con la mediación de conflictos y prácticas restaurativas.
  • Educación popular, agroecología y prácticas que promueven la vida: articulaciones con la salud mental en comunidades educativas.
  • Impactos de las políticas de austeridad y el racismo estructural en la salud mental de estudiantes indígenas y quilombolas.
  • Programas latinoamericanos para la promoción de la salud mental escolar.
  • Representaciones sociales de la salud mental en comunidades educativas rurales.
  • Cartografías afectivas y metodologías participativas en la investigación con comunidades escolares no urbanas.
  • Infancias y juventudes rurales: experiencias de sufrimiento, cuidado y resistencia en las escuelas.
  • Salud mental en comunidades educativas en contextos de fallos de presas y/o extracción minera.
  • Salud mental en comunidades educativas y desastres socioambientales.
  • Informes de experiencias intersectoriales en salud mental y educación en territorios tradicionales.
  • Desigualdad territorial, exclusión digital y salud mental durante la pandemia y la pospandemia en zonas no urbanas.
  • Contribuciones de la psicología comunitaria y la educación rural a las políticas públicas sobre salud mental en comunidades educativas.
  • Debate sobre el uso de pantallas y el aprendizaje de materias en territorios no urbanos.
  • Otros temas comunes al tema del dossier.

Recepción de mensajes: del 1 de marzo al 30 de abril de 2026.

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Current Issue

Vol. 10 (2025): Publicação Contínua / Continuous Publication
Published: 2025-01-01

Articles

Dossiê Expomatec: Conhecimento e Autonomia Docente no campo do Ensino das Área Curriculares

  • Dossiê: Conhecimento e autonomia docente no campo do ensino das Áreas Curriculares

    Arinalda Silva Locatelli, Andrey Patrick Monteiro de Paula, Jéferson Muniz Alves Gracioli
    19519
    DOI: https://doi.org/10.70860/ufnt.rbec.19519
  • Socio-cultural knowledge of the indigenous peoples of Tocantins: some intercultural dialogues in teaching

    Jurandi Suwate Xerente , José Ricardo e Souza Mafra , Elisangela Aparecida Pereira de Melo, Gerson Ribeiro Bacury
    e19443
    DOI: https://doi.org/10.70860/ufnt.rbec.e19443
  • UFNT's Reading Cycle Project: an experience based on the cultural-historical perspective

    Gracieda dos Santos Araujo, Ana Márcia de Sousa Ribeiro Silva, Thais Vitória Araújo da Silva, Clecitânia Maia da Silva Pereira
    19475
    DOI: https://doi.org/10.70860/ufnt.rbec.19475
  • Approaches, conceptual and subjective considerations about Astronomy and Astrology in the academic context

    Arthur Lima de Arruda, Dionata Almeida Reis, Erik Almeida Carvalho, Luis Vinicius de Alencar Cunha, Wagner dos Santos Mariano
    19472
    DOI: https://doi.org/10.70860/ufnt.rbec.19472
  • Exploring Teaching Methodologies in Science: An Analysis from the Supervised Internship at Colégio Estadual Osvaldo Franco in Araguatins-TO

    Drielly Duarte Teixeira, Suzilene Chagas Leite Rangel, Kenya Maria Vieira Lopes
    e19471
    DOI: https://doi.org/10.70860/ufnt.rbec.e19471
  • What did the Pedagogical Residency Program teach me? analysis of a resident's learning.

    Patrick Monteiro de Paula, Joel Borges Freire
    19467
    DOI: https://doi.org/10.70860/ufnt.rbec.19467
  • Teaching through Research as a promoter of Scientific Literacy in an Integrated Technical Course in Environmental Control

    Moizés Barros Cordeiro, Rejane Gomes-Pimentel
    19465
    DOI: https://doi.org/10.70860/ufnt.rbec.19465
  • Reflective teacher training and teacher identity: reflections and perspectives formed in the Pedagogical Residency Program

    Vitória dos Santos Cirqueira, Arinalda Silva Locatelli
    19458
    DOI: https://doi.org/10.70860/ufnt.rbec.19458
  • Discussions about the memory of the Civil-Military Dictatorship: cultural heritage, remembrance and education

    Cesar Alessandro Sagrillo Figueiredo, Anezia Martins Arruda Lopes, Fabiana Oliveira de Sousa Silva
    19454
    DOI: https://doi.org/10.70860/ufnt.rbec.19454
  • Reinventing/recounting the Dictatorship: new narratives and perspectives for approaching the military dictatorship in the teaching of sociology and history in basic education

    Gabriel Francisco Cavalcante Júnior, Chirley Rodrigues Mendes
    e19451
    DOI: https://doi.org/10.70860/ufnt.rbec.e19451
  • An analysis of the contributions of the Educational Psychology discipline to the initial training of mathematics teachers

    Sthefany Corso Mikulski, Claudenice Cardoso Brito
    e19449
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  • Literary literacy and storytelling: from theory to practice with an experience report from the Pedagogical Residency Program

    Pedro Barroso da Silva Junior, Arinalda Silva Locatelli, Thiago de Melo Barbosa
    19447
    DOI: https://doi.org/10.70860/ufnt.rbec.19447
  • Some of the experiences lived by teachers graduated in Mathematics from IFTO during the Covid-19 pandemic

    Kênya Maria Vieira Lopes, Marta Maria Pontin Darsie, Wesley Vieira da Silva
    19446
    DOI: https://doi.org/10.70860/ufnt.rbec.19446
  • Education-cartography: decentralizing knowledge in mathematical education

    Priscila Venancio Costa, Elisangela Aparecida Pereira de Melo
    19399
    DOI: https://doi.org/10.70860/ufnt.rbec.19399
  • The teaching of literature in the training reader of students with visual disabilities in the early Years

    Maria Sueneide da Silva Colares, César Alessandro Sagrillo Figueiredo Figueiredo
    19441
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  • Pedagogical Residency Program: the learning path of a preceptor O caminho aprendente de uma preceptora

    Darlene Martins dos Santos, Andrey Patrick Monteiro de Paula, Arinalda Silva Locatelli
    19438
    DOI: https://doi.org/10.70860/ufnt.rbec.19438
  • GerminAR-TE: workshops with childhood, art and nature that sow other relationships, other coexistence and other possible worlds                           

    Pedro Lucas Nunes Lopes, Ana Paula Moreira de Souza Brito, Janaína Ribeiro de Rezende
    19437
    DOI: https://doi.org/10.70860/ufnt.rbec.19437
  • The Absence of Aspects and Concepts Involving Ethnobotany in the Teaching of Natural Sciences and Technologies: An Analysis of New High School Textbooks Used in State Schools of Araguaína

    Eduardo de Alcantara Alencar, Karen Letícia Gomes da Silva, Thauane Maria Pereira da Silva, Victor Almeida Rivero, Wagner dos Santos Mariano
    19436
    DOI: https://doi.org/10.70860/ufnt.rbec.19436
  • Perspectives in Science Education and Digital Technologies Challenges and Opportunities

    Andréia de Oliveira Castro, Klebson Daniel Sodré do Rosário
    e19432
    DOI: https://doi.org/10.70860/ufnt.rbec.e19432
  • The PDDE and the pedagogical apparatuses

    Andressa da Silva Martins, Camila Cristina França Pereira, Iala Pereira Costa, Janessa Carvalho Vieira, Maria Victória Coelho Oliveira, Cleomar Locatelli
    19424
    DOI: https://doi.org/10.70860/ufnt.rbec.19424
  • Geopoetry in Education

    Elionay Ramos Félix , Eliane Cristina Testa
    19423
    DOI: https://doi.org/10.70860/ufnt.rbec.19423
  • Toy workshop with recyclable materials: report of pedagogical experience in School Physical Education

    Milena Pedro de Morais
    19421
    DOI: https://doi.org/10.70860/ufnt.rbec.19421
  • The development of an interdisciplinary attitude in future teachers through participation in the pedagogical residency program

    Gerciane Oliveira de Souza, João Aurélio Rodrigues Aguiar , Andrey Patrick Monteiro de Paula
    19420
    DOI: https://doi.org/10.70860/ufnt.rbec.19420
  • Teaching and learning methods and their relationship with the history and memory of education

    Francisca Rodrigues Lopes, José Ricardo Souza Mafra
    19419
    DOI: https://doi.org/10.70860/ufnt.rbec.19419
  • Apinajé indigenous education for interpersonal relationships and environmental care in the Panhĩ origin story

    Raimundo Nonato de Pádua Câncio, Gabriel Francisco Cavalcante Junior, Maria Victória Lima dos Santos, Raquel Cassiano dos Santos, Aline Campos, Gilberto Pereira Apinajé
    19415
    DOI: https://doi.org/10.70860/ufnt.rbec.19415

DOSSIÊ: (DES) CAMINHOS DA ÉTICA EM PESQUISAS E PRÁTICAS NA EDUCAÇÃO

  • Editorial: (mis)paths of ethics in research and practice in education

    Camila Mugnai Vieira, Maewa Martina Gomes da Silva e Souza , Adriana Alonso Pereira, Bianca Pereira Rodrigues Yonemotu , Sadao Omote
    e19571
    DOI: https://doi.org/10.70860/ufnt.rbec.e19571
  • Peer review in journals: its merits and ethical issues

    Sadao Omote
    e19583
    DOI: https://doi.org/10.70860/ufnt.rbec.e19583
  • Assistance to neurodivergent children and its praticals implications in occupational therapy

    Carolina Cangemi Gregorutti, Maria Madalena Moraes Sant ́Anna, Sarah Raquel Almeida Lins
    e19573
    DOI: https://doi.org/10.70860/ufnt.rbec.e19573
  • Under the magnifying glass of ethics: a look at the obstacles and inconsistencies in special education research

    Clarissa Maria Marques Ogeda, Ketilin Mayra Pedro
    e19568
    DOI: https://doi.org/10.70860/ufnt.rbec.e19568
  • Reflections on ethics in scientific research: specificities of the field of education

    Camila Mugnai Vieira, Ana Carolina Nonato , Bianca Pereira Rodrigues Yonemotu
    e19549
    DOI: https://doi.org/10.70860/ufnt.rbec.e19549
  • Ethical challenges in research with a diverse sampling

    Fabiana Oliveira Koga, Rosemeire de Araújo Rangni
    e19520
    DOI: https://doi.org/10.70860/ufnt.rbec.e19520
  • Dialogues on the relationship between the role of research ethics committees and research methods in the field of education

    Priscila Caroline Miguel, Adriana Alonso Pereira, Gustavo Cunha de Araújo
    e19517
    DOI: https://doi.org/10.70860/ufnt.rbec.e19517
  • Ethical aspects for listening to children in educational research

    Aline de Novaes Conceição, Maewa Martina Gomes da Silva e Souza , Thelma Helena Costa Chahini
    e19513
    DOI: https://doi.org/10.70860/ufnt.rbec.e19513

Essays

  • Epistolarity and Sociopoetics in Rural Education

    Cássia Elen Nunes de Almeida, Sabrina Stein, Ana Tereza Reis da Silva
    e19350
    DOI: https://doi.org/10.70860/ufnt.rbec.e19350

Interviews

  • Rural Education and Land School: LEDOC-UFCAT's experiences

    George Leonardo Seabra Coelho
    e18463
    DOI: https://doi.org/10.70860/ufnt.rbec.e18463

Dossiê: Educação do Campo - Culturas e Territórios

Dossiê: Caminhos e lutas na formação de professores do Campo no Brasil

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AIMS & SCOPE

The Brazilian Journal of Rural Education (Countryside Education), continuous publication, publishes original articles resulting from theoretical and/or empirical research thematic, essays and reviews of topics related to the Rural Education (Countryside Education) in different fields of international research, such as the Rural Education (Countryside Education) History; Social Movements; Public Policies; Indigenous Peoples and Education; Teacher Training; Youth and Adult Rural Education (Countryside Education); Didactic and Pedagogical Practices in Arts and Music; Art in Rural Education (Countryside Education); Interculturalism in Rural Education (Countryside Education); Pedagogy of Alternation; Land Reform and Peasantry.

The Scientific Journal's mission is to be a quality of scientific communication instrument that fosters important debates in the educational field, mainly in the Rural Education (Countryside Education) area of Brazilians and foreign Masters and PhD researchers and students accompanied by their mentors (minimum Doctor title), for scientific progress in the field and for producing knowledge.

Publishes papers in Portuguese, Spanish, French and English. The journal receives manuscripts streaming. It is a Scientific Journal open access, No charges - no fees - of manuscript submission and publication - no APCs.

The abbreviated title of the journal is Rev. Bras. Educ. Camp., Which should be used in bibliographies citing the journal.